Eleição da presidência da Câmara de Nova Ubiratã é marcada por traições e interferência do executivo

Faltam poucas horas para Heder Sais Machado (UB) consolidar seu terceiro mandato como presidente da Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã.
A informação foi confirmada há pouco, ao site Ubiratã 24horas, por um interlocutor ligado ao Poder Legislativo.
Mas se engana quem pensa que a escolha se deve ao modelo de gestão implantado por Machado. Ligado à inúmeras polêmicas desde que ingressou na vida política, o vereador conta com o apoio do atual prefeito do município, Edegar José Bernardi (Neninho da Nevada) para conseguir o feito.
Em troca, Neninho continuaria contando com a complacência da câmara em sua pífia administração e, por consequência, um futuro e pouco provável, apoio em seu projeto de reeleição.
O fato é de que a interferência política pode custar caro ao chefe do executivo. Isso porque, entre os pretensos candidatos a Mesa Diretora da Câmara estava Leonildo Antônio (Nana).
Ex-aliado de Neninho, Nana foi um dos mais ativos puxadores de votos nas eleições municipais de 2020.
“Ele [Neninho] traiu o próprio grupo e se enterrou politicamente. Não ganha nem para presidente de bairro, quiçá para prefeito”, disse a fonte ao mostrar indignação com a manobra política do mandatário.
Outra pessoa ouvida na condição de anonimato, revelou que o acordo que selou o apoio a Heder Sais Machado está condicionado ao aumento do número de cargos de confiança na prefeitura de Nova Ubiratã. Caso isso ocorra, o atual presidente da câmara poderia acomodar um número ainda maior de apoiadores políticos.
Importante frisar que Heder Machado agiu de forma semelhante ao assumir o comando da câmara, em 2021, quando contratou indiscriminadamente vários servidores sem qualquer qualificação técnica, além de quase dobrar o salário de servidores comissionados. Naquele mesmo ano, o vereador se comprometeu em votar num dos quatro vereadores da bancada de oposição, mas a promessa foi quebrada.
Os salários de servidores haviam sido reduzidos pelo, à época, presidente do Parlamento municipal vereador, Adilson Luiz da Silva (Adilsinho).
Outra exigência feita por Machado, seria a manutenção de contratos de prestação de serviços firmados por apoiadores dele com a prefeitura de Nova Ubiratã, entre eles, alugueis de ônibus para transportes de alunos da zona rural e de maquinários utilizados na manutenção de estradas vicinais.
“Todo mundo sabe que algumas dessas pessoas são usadas como laranjas. Elas participam do processo licitatório da prefeitura como se fossem donas de ônibus, caminhões e máquinas, mas na verdade estão à serviço de outra pessoa. Isso não é segredo pra ninguém. No final os laranjas ficam com uma pequena parcela do recurso recebido enquanto que, os verdadeiros donos ganham anualmente milhões de reais”, revelou a fonte sem citar mais detalhes.
Ainda de acordo com o interlocutor, pelo menos dois vereadores já teriam recebido orientação expressa do prefeito para votar na chapa encabeçada por Heder Machado. São eles; Raimundo Genival Alves da Silva (Irmão Genival) e Francisco Fabio Cavalcante Rodrigues (Boby), sendo que este último além de fazer parte da base política de Neninho, também é funcionário de uma empresa administrada pelo prefeito.
Conforme apurado pela reportagem, além de Leonildo Antônio, os vereadores, Jozias da Fonseca e Wellyngton Manoel Miranda Tavares também cogitaram a possibilidade de concorrer ao cargo de presidente, no entanto, desistiram depois que a farsa entre Heder e Neninho chegou ao conhecimento público.
A eleição para escolha da nova Mesa Diretora da Câmara de Nova Ubiratã acontece na sessão plenária, marcada para as 19h desta segunda-feira (5).
Outro lado
A reportagem tentou contato com as pessoas citadas, mas nenhuma delas foi localizada.
Fonte: Redação | Foto: Divulgação
