Em apenas 3 meses, Mato Grosso registra 3 milhões de raios

Mato Grosso registrou a incidência de 3 milhões de raios de outubro a dezembro do ano passado, segundo o sistema de monitoramento do painel de clima da concessionária de energia.
Conforme o engenheiro eletricista Danilo de Souza, os raios são formados por meio do atrito da massa das nuvens com o ar.
“Algumas nuvens são formadas de forma muito adensada, com uma quantidade de matéria interna muito grande. São as chamadas nuvens cumulonimbus”, explica o engenheiro.
Ele ainda destaca que 90% dos raios ocorrem entrem as nuvens e 10% dos raios entre as nuvens e o solo. Nesse último caso é onde está o perigo, já que a energia é considerada perigosa e pode gerar uma temperatura em torno de 30 mil graus Celsius. Quando atinge um pessoa, o caso é geralmente considerado fatal.
No Brasil, em média, 100 pessoas morrem por ano atingidas por raios, dentro ou fora de casa. “Quando um raio atinge um indivíduo, a possibilidade de sobrevivência é mínima, porque a corrente é muito intensa”, frisa Danilo.
A maior incidência de raios ocorrem em regiões de clima tropical, como é o caso do Brasil, e em períodos chuvosos, como é o verão.
Recomendações
Nos prédios residenciais ou com muita circulação de pessoas, os para-raios são obrigatórios. Eles atraem os relâmpagos e conduzem a energia até o solo. Nas casas, a instalação é facultativa.
Quem está em casas que não tem para-raios, a recomendação dos especialistas é de não usar celular quando estiver no carregador no momento de chuva. Evitar ficar perto das janelas e não usar chuveiros elétricos ou eletrodomésticos.
Autor: Sérgio Borges e Davi Vittorazzi | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Reprodução/Fablício Rodrigues
