Em depoimento bolsonarista de Mato Grosso chora e se diz arrependido por bomba

O bolsonarista de Mato Grosso preso por suspeita de colocar uma bomba nos arredores do Aeroporto Juscelino Kubitscheck, em Brasília, chorou e se disse arrependido do fato. As declarações de Alan Diego Rodrigues, morador de Comodoro (640 km a Noroeste da Capital), foram dadas nesta sexta-feira (24.03), durante audiência de instrução do processo criminal que ele responde. A informação foi revelada pelo jornalista Evandro Éboli e publicada no Blog do Noblat, no Portal Metrópoles.

 

Alan, que responde a um processo pelo crime de explosão, afirmou ao juiz Osvaldo Tovani que estava desde novembro no Distrito Federal e que frequentava o acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército. Alan contou que seu objetivo era “saber a verdade sobre as eleições”, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que estava “lutando por um bem”.

 

Ele revelou ter recebido a bomba e ter pedido carona a outro denunciado no processo, Wellington Macedo Souza, que segue foragido. Alan não explicou por qual motivo escolheu o aeroporto para deixar o artefato explosivo. “Olha, hoje não sei te falar assim. Até porque me arrependo muito, muito e muito”.

 

O suspeito continuou o depoimento dizendo que encostaram ao lado do caminhão, nas proximidades do aeroporto, que continha querosene de aviação e seria descarregado. Alan alegou que, arrependido, chegou a ligar para o Corpo de Bombeiros e para a Polícia Militar.

 

“Eu acordei para a vida. Vi que não era um bom lugar. Vi que era para me matar. Por isso fiquei com medo e saí. Fiquei com medo e andamos bastante até achar um telefone público. Liguei [para as polícias]. Não sei. Estava muito nervoso e acabei desligando. Rodamos para achar outro telefone. Voltei para o mesmo, depois de muitas horas. Vendo que ia demorar, passamos de novo lá, tirei uma foto. Estava no chão”, contou.

 

Ao final da audiência, a defesa de Alan pediu a revogação da prisão preventiva, que ainda será analisada pela Justiça.

 

O caso

Além de Alan e Welington, responde ao processo George Washington de Oliveira Sousa. Ele teria sido o responsável por montar a bomba e foi preso no dia 24 de dezembro do ano passado, mesmo dia em que a bomba foi localizada. No apartamento alugado por George no Distrito Federal, os policiais encontraram diversas armas.

 

Já Alan foi preso no dia 17 de janeiro, quando se apresentou à Polícia Civil de Mato Grosso. De Comodoro, ele foi transferido para Vilhena (RO) e, posteriormente, para Brasília, onde segue detido.

 

 

 

 

Autor: Gláucio Nogueira | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Reprodução/PNB Online