Empresários de Nova Ubiratã são estimulados a participarem de processos licitatórios

Realizados em sua grande maioria por órgãos governamentais, com o intuito de garantir a economicidade de recursos, os processos licitatórios tem atraído cada vez mais as empresas de pequeno e médio porte. Um mercado promissor e que movimenta anualmente mais de 600 bilhões no país.
O assunto foi abordado, nesta quinta-feira (26), durante o lançamento do Programa Cidades Empreendedoras e do Fomenta Nova Ubiratã – “Prefeitura Parceira do seu
Negócio”.
Desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Prefeitura de Nova Ubiratã, a iniciativa visa o fomento do empreendedorismo e do ambiente de negócios com ênfase em desburocratização, compras públicas, educação empreendedora, pesquisas, planejamento estratégico de gestão, sustentabilidade e plano de desenvolvimento econômico municipal.
“O Sebrae vem para desmificar essa ideia de que apenas empresas de grande porte estão aptas a participarem e vencerem processos licitatórios. Essa modalidade de vendas é tão importante para os órgãos públicos quanto para vocês empresários”, pontuou o gerente do Sebrae em Sinop, Volmir José Contreira, durante a abertura do evento.
“Nosso objetivo é que vocês assimilem o máximo de informações e daqui pra frente participem efetivamente dos processos licitatórios abertos pela prefeitura e demais órgãos, sejam eles estaduais ou federais situados no município”, complementa o secretário municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, Wllyngton Manoel Miranda Tavares.
Durante pronunciamento o prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, defendeu a comercialização local como forma de combate a crise e a manutenção de empregos formais.
“Nós ficamos entristecidos quando abrimos um processo licitatório para aquisição de serviços e/ou mercadorias e quem vence é uma empresa de outra cidade, ou pior, de outro Estado. Entendemos que esse dinheiro poderia 'ficar’ aqui e com isso influenciar o crescimento das pequenas empresas além da geração de emprego e renda. Estamos oferecendo todas as oportunidades possíveis e conclamando o empresariado local para aderir a iniciativa”, observa o gestor.
Para o advogado Felipe Ansaloni, mestre em administração e referência em políticas públicas de desenvolvimento local, o grande problema ainda está no empresariado que desconhece as mudanças propostas pelo estatuto nacional da microempresa e das empresas de pequeno porte.
“Estava analisando o site da prefeitura de Nova Ubiratã e fiquei surpreso pela qualidade e facilidade em manuseá-lo. Todas as informações, inclusive as de processos licitatórios previstos e em andamento, estão afixadas em abas de fácil visualização. Ocorre que por falta de conhecimento muitos empresários sequer navegam pela plataforma. Os órgãos governamentais não tem a obrigação e nem condições de avisar os empresários locais sobre a abertura desses processos. A inciativa tem que partir de cada um de vocês”, asseverou o advogado que participou do painel de compras públicas.
Convidado pelo Sebrae, Paulo Henrique Moraes Carvalho revelou como conseguiu transformar uma pequena revenda de panelas de alumínio em uma das empresas mais bem sucedidas do município de Campo Verde.
“No começo eu revendia meus produtos de porta em porta ou em eventos comemorativos. Nesse período conheci o trabalho desenvolvido pelo Sebrae (…) participei de inúmeros eventos, adquiri conhecimento e passei a almejar as vendas para o setor público. Hoje tenho uma loja física e anualmente vendo milhares de itens para a prefeitura da minha cidade e outros órgãos da região”, relembra.
Outro momento marcante do evento foi à apresentação do palestrante internacional e consultor empresarial, Carlos Hilsdorf, que trouxe uma leitura global de cenários, referências em desenvolvimento humano e estudos para gerar diferenciais competitivos.
“Não tenho dúvidas de que Nova Ubiratã é uma cidade extremamente promissora, com um mercado competitivo e cheio de oportunidades. A pergunta que faço é se vocês irão aproveitar essas oportunidades ou vão deixa-las para concorrentes de outras regiões do país”, questionou o palestrante que é pós-graduado em marketing pela Fundação Getúlio Vargas.
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Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação
