Entidade de classe e produtores rurais de Nova Ubiratã organizam ato em apoio a greve dos caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros autônomos, deflagrada na última segunda-feira (21) nas principais rodovias do país, ganhou apoio da Associação Comercial e Empresarial de Nova Ubiratã (Acenu) e da Associação de Produtores Rurais da Gleba Entre Rios.

 

Para sensibilizar o governo, as entidades estão organizando dois atos distintos em apoio à classe.

 

O primeiro deles, idealizado pela Acenu, acontece ás 15h de hoje, com saída da Praça da Fé sentido ao portal de entrada do município.

 

De acordo com o presidente da entidade, Wellyngton Tavares, a mobilização é coletiva e deve mobilizar todas as associações comerciais do país.

 

“A redução do valor do combustível não é uma exigência apenas dos caminheiros, mas sim de todo povo brasileiro. A alta do combustível reflete diretamente nos preços das mercadorias e é exatamente por isso que nossa entidade é totalmente favorável a paralisação”, explica.

 

Já no sábado (26) pela manhã, a mobilização acontece no distrito de Entre Rios, situado a 150 quilômetros da sede, e deve reunir, além de pequenos produtores rurais, representantes de entidades estudantis, empresarial, funcionalismo público, trabalhadores autônomos e do ramo madeireiro.

 

“Nosso objetivo é declarar apoio a greve dos caminhoneiros, mas também iremos cobrar uma solução referente ao embargo coletivo do assentamento e a legalidade da atuação do Ibama e da Sema [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Secretaria de Estado de Meio Ambiente] em nossas propriedades rurais”, assinala a presidente da Aproger, Benilde Vieira Narciso.

 

Ainda de acordo com a representante de classe, o ato é pacífico e deve reunir dezenas de maquinários agrícolas além de caminhões usados para o transporte de toras de madeira.

 

“Acredito que esta será uma das maiores mobilizações já realizadas no distrito (…) por sermos uma região rural nós ‘batizamos’ a manifestação de ‘tratoraço’”, conclui.

 

Sem caminhão o Brasil para

A greve dos caminheiros entrou no quinto dia consecutivo e tem trazido consequência aos mais variados setores.

 

Aeroportos de pelo menos cinco estados cancelaram suas operações. A paralisação também atingiu órgãos públicos, em especial as prefeituras que suspenderam serviços essenciais devido a falta de combustível.

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação