Entidade de classe e professores debatem importância da educação inclusiva em Nova Ubiratã

Representantes da Associação Amar para Incluir (Amapin) e professores da rede municipal de ensino, dos municípios de Nova Ubiratã e Sorriso, receberam capacitação voltada ao atendimento de crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais (PNE).

 

Promovido pela secretaria municipal de Educação de Nova Ubiratã, nesta terça-feira (12), com apoio do Programa Aprende Brasil da Editora Positivo, o evento reuniu cerca de 220 profissionais da área.

 

Na oportunidade, os profissionais debateram as dificuldades e a importância da expansão da modalidade de educação inclusiva. Atualmente 22 alunos com algum grau de deficiência estão matriculados na rede municipal de ensino.

 

Na avaliação do secretário municipal de Nova Ubiratã, Leandro Alves Pereira dos Santos, a proposta é proveitosa e tende a facilitar o aprendizado dentro e fora da sala de aula.

 

“As vantagens são inúmeras (…) se de um lado temos os estudantes portadores de necessidades especiais, que vão usufruir de uma escola preparada para ajuda-los com o aprendizado, do outro temos alunos que aprendem a conviver com as ‘diferenças’ de forma normal. Desenvolvendo assim o sentimento de caráter, paciência e principalmente o respeito mútuo”, frisou o gestor durante a solenidade de abertura do evento.

 

A opinião foi compartilhada pela professora e presidente da Amapin, entidade responsável pelo atendimento de crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais.

 

“Na maioria dos casos tudo o que eles [PNE’s] precisam é de um pouco de atenção, carinho. São crianças extremamente inteligentes; exemplo disso são os trabalhos desenvolvidos em nossas oficinas de pinturas em tela e tecido ou ainda de música”, assinala.

 

Defensor da educação inclusiva e irmão de um portador de necessidades especiais, o prefeito do município, Valdenir José dos Santos, reiterou a importância dos profissionais de ensino para coibir todo e qualquer tipo de descriminação.

 

“A inclusão não deve ser uma bandeira apenas do poder público, mas sim de toda a sociedade. Não existe nada pior do que vermos alguém que agente ama ser descriminado. Por inúmeras vezes ouvi meu irmão mais velho [José Ademir dos Santos, hoje com 56 anos] ser chamado de retardado ou “Zé Doido”. Aquilo deixava minha família toda desolada, não podemos mais tolerar esse tipo de atitude. Hoje estamos plantando uma semente que dará bons frutos as futuras gerações”, afirmou o chefe do executivo.

 

Desafios da Educação Inclusiva

A capacitação foi marcada pela palestra da professora formadora e membro da equipe pedagógica da Editora Positivo, Rita de Cássia Assis Moraes, que listou os principais desafios a serem enfrentados pelos profissionais de ensino, assim como o uso da metodologia no processo educacional.

 

Também participaram do evento o coordenador de Educação Especial do município de Sorriso e do presidente da Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã, respectivamente, Humberto Pelicer e Adilson Luiz da Silva.

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação