Estiagem preocupa produtores de Nova Ubiratã e município pode decretar Estado de Emergência

O tempo seco e a falta de chuvas, comuns nessa época do ano, têm preocupado e muito os produtores rurais de Nova Ubiratã, atualmente 4º maior produtor de grãos do Estado.

 

A estiagem, que segundo pesquisadores, é reflexo do aquecimento global e do fenômeno climático El Niño, já afetou centenas de cidades do País e consequentemente algumas das maiores produtoras de grãos de Mato Grosso, como Sorriso, Sinop, Nova Ubiratã entre outras.

 

Com uma área de produção estimada em 400 mil hectares de soja alguns produtores de Nova Ubiratã já contabilizam os prejuízos causados pelo veranico, que esse ano podem ultrapassar 20% de perdas.

 

Diante dos problemas enfrentados pelo setor o Sindicato Rural dos Produtores Rurais do município já cogita a possibilidade entrar com um pedido de Estado de Emergência.

 

“Nós já havíamos conversado com os representantes da defesa civil e iniciamos um levantamento nas propriedades rurais, a partir daí teremos dados exatos dos prejuízos, que já são tidos como certos”, frisou Albino Ruiz, presidente da entidade.

 

Ainda de acordo com o produtor, na próxima sexta-feira (29) a classe deve se reunir com representantes do Poder Executivo e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais para decidirem se entram, ou não, com o pedido junto ao Governo do Estado.

 

“O prejuízo é a única certeza que os produtores têm nesse momento, nosso objetivo é unir forças com a classe e minimizar o impacto”, afirmou o Secretário Municipal de Agricultura Sandro Amaral. “Algumas empresas da Região já estão demitindo seus funcionários na tentativa de diminuir custos e conseguirem honrar com seus compromissos”, complementou.

 

Milho safrinha – O atraso das chuvas deve prejudicar e muito a semeadura do milho safrinha, outra importante fonte de renda do homem do campo.

 

“Aproximadamente 80% da área de soja é reutilizada no plantio do milho, cerca de 320 mil hectares, porém a incerteza de uma boa safra tem feito com que muitos produtores diminuam as lavouras”, pontuou Albino Ruiz.

 

Devido às dúvidas alguns produtores tem adotado um “plano b”, que é o plantio do feijão caupi, o que segundo o presidente do sindicato não trás certeza de estabilidade ao homem do campo.

 

“Tudo vai depender da procura e oferta no mercado, se muita gente plantar feijão caupi é lógico que o valor tende a despencar”, analisou.

 

O assunto já havia sido discutido anteriormente durante uma reunião realizada em dezembro do ano passado (2015), quando representantes dos poderes legislativo e executivo debateram a situação com produtores rurais do município.

 

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Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação