Estimativa de menor produção de soja no Brasil sustenta Chicago

Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é sustentado pelas previsões de menor produção no Brasil, maior exportador mundial, após o clima quente e seco prejudicar as lavouras. Completa o quadro favorável aos preços uma boa demanda pela oleaginosa norte-americana e a desaceleração do dólar frente a outras moedas correntes.
A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 161,377 milhões de toneladas, com elevação de 2,2% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 157,83 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por Safras & Mercado. Se confirmada, será a maior safra da história.
Em julho, quando foi divulgado o relatório de intenção de plantio, a projeção era de 163,25 milhões de toneladas. A redução sobre a estimativa anterior é de 1,15%.
Os contratos com vencimento em janeiro de 2024 operam cotados a US$ 13,37 3/4 por bushel, alta de 7,00 centavos, ou 0,52%, em relação ao fechamento anterior.
Na sexta-feira, a soja fechou com preços acentuadamente mais baixos. A previsão de melhora nas condições climáticas no Brasil, com retorno das chuvas nas regiões mais necessitadas, determinou a forte baixa, em dia de sessão mais curta e de pouca liquidez.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 26,25 centavos ou 1,93% a US$ 13,30 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 13,48 por bushel, perda de 26,25 centavos de dólar, ou 1,91%, na comparação com o dia anterior.
Autor: Henrique Almeida | Fonte: Redação/Agência Safras | Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação
