Estudantes viajam de Sorriso a Cuiabá para conhecer de perto o Judiciário mato-grossense

Acadêmicos do curso de Direito da Faculdade Centro Mato-grossense (Facem) de Sorriso viveram uma experiência diferente na quarta-feira (26). Eles deixaram a sala de aula e viajaram até a Capital para conhecer de perto o funcionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do projeto Nosso Judiciário.

 

Durante a visita, os estudantes puderam acompanhar uma sessão de julgamento, conhecer as dependências do Palácio da Justiça e visitar o Espaço Memória, que preserva a história do Judiciário mato-grossense. A programação também abriu espaço para conversas com magistrados sobre a rotina, os desafios e os caminhos possíveis dentro do sistema de Justiça.

 

[Homem de terno escuro e barba rala sorri olhando para o lado. Ao fundo, letreiro dourado na parede exibe "MEMÓRIA do JUDICIÁRIO MATO-GROSSENSE" sob o símbolo da justiça.] Para o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, o projeto é uma forma de aproximar o Poder Judiciário dos estudantes. Segundo ele, os jovens que hoje conheceram o Tribunal serão os mesmos que, em pouco tempo, ocuparão diferentes funções e contribuirão diretamente para o funcionamento do sistema de Justiça brasileiro.

 

“O futuro será projetado por aqueles que chegarão na sequência e que nos trarão novas visões, novas ideias, novos avanços. Esse, para mim, é o ciclo natural das coisas, a evolução constante. E a obrigação do Judiciário é auxiliar na preparação desses estudantes que vão ingressar em nossas fileiras, que vão ingressar no sistema de justiça em breve”, enfatizou o magistrado.

 

[Mulher negra de cabelo cacheado preso para trás sorri usando aparelho nos dentes. Veste blusa preta, colete cinza e lapela. Ao fundo, uma parede com quadros emoldurados desfocados.] Para muitos alunos, a visita representou o primeiro contato com o Tribunal de Justiça. Isabela Hadanne, estudante do quarto semestre, contou que a experiência foi especial por permitir conhecer de perto uma instituição que, até então, fazia parte apenas dos estudos e da imaginação sobre o futuro profissional.

 

“Foi minha primeira vez visitando o TJMT. Na verdade, tudo foi algo muito especial. Foi uma experiência nova, um aprendizado sobre a história do Judiciário de Mato Grosso e sobre sua evolução. Foi tudo magnífico, principalmente com o desembargador Saboia falando um pouco da experiência dele”, comentou.

 

A mesma sensação foi compartilhada por Maria Eduarda, também aluna do quarto semestre. Durante a passagem pelo TJMT, ela acompanhou uma sessão de julgamento e pôde compreender melhor questões como a distribuição dos processos e a formação dos votos, aproximando a teoria da realidade da Segunda Instância.

 

[Jovem loira sorri enquanto olha para o lado. Veste camiseta branca, casaco preto e um pequeno microfone na gola. Ao fundo, uma parede clara com quadros emoldurados desfocados.] “Sorriso é um pouco longe de Cuiabá. Foram bastante horas de viagem, mas é algo que compensa. É uma experiência única, algo muito enriquecedor e que passa conhecimento. O que vemos na base, na sala de aula, hoje acompanhamos na realidade. Então, foi uma experiência incrível e com certeza valeu a pena enfrentar a distância e horas de viagem”, afirmou Maria Eduarda.

 

[Mulher de cabelos escuros ondulados e óculos de grau fala olhando levemente para o lado. Veste roupa preta. Ao fundo, parede clara com quadros emoldurados desfocados.] Para a professora Thiliê Marson Sanches, o brilho nos olhos dos estudantes revela o impacto de iniciativas como o Nosso Judiciário. Ela destacou que, além do conhecimento jurídico, a visita proporciona uma troca mais humana e ajuda os alunos a refletirem sobre a forma como irão se relacionar e atender as pessoas ao longo de suas futuras carreiras.

 

“O projeto Nosso Judiciário acalenta o coração. A gente se sente muito acolhidos. Os desembargadores passam para os alunos aulas realmente, perspectivas de futuro, explicações processuais muito importantes e a vivência prática. É um projeto que faz o aluno sonhar e acreditar em como ele vai se colocar profissionalmente”, finalizou a professora.

 

 

  • Fonte: Redação/Assessoria
  • Autor: Bruno Vicente
  • Foto: Divulgação