Ex-deputado José Riva desviava dinheiro para ‘mimos’ e ‘mensalinhos’; afirma MPE

O ex-deputado estadual José Riva, preso na tarde desta terça-feira (13), em Cuiabá, na segunda fase da Operação Metástase, teria dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para pagamentos de despesas pessoais, ‘mimos’ e ‘mensalinhos’ para lideranças políticas do estado, segundo o Ministério Público Estadual (MPE). É a terceira vez que José Riva é preso neste ano em operações policiais.

 

A defesa do ex-deputado ainda não se manifestou sobre a prisão de José Riva. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga os crimes cometidos na gestão do ex-deputado. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) informou que José Riva está preso desde terça-feira no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

 

Segundo o Gaeco, a segunda fase da operação foi denominada como ‘Célula mãe’. As investigações apontaram que o dinheiro desviado servia para o pagamento de despesas pessoais do ex-deputado José Riva, como o combustível de sua aeronave particular e pagamento de advogados.

 

Além disso, o ex-deputado teria usado parte do montante para o pagamento de um ‘mensalinho’ para políticos e lideranças políticas do interior de Mato Grosso. A distribuição de 'mimos', como uísque, pagamento de festas de formatura, jantares e massagistas também faziam parte da lista.

 

Conforme o Gaeco, também foi decretado a prisão preventiva de outros dois servidores da ALMT e do ex-auditor geral da Assembleia.

 

Outras prisões


Essa é a terceira prisão do ex-parlamentar somente neste ano. Nas outras duas, ele havia ido parar atrás das grades durante as operações Imperador e Ventríloquo, também do Gaeco. O ex-deputado responde a mais de 100 ações na Justiça, entre cíveis e criminais.

 

Deputado estadual por cinco mandatos consecutivos, Riva foi preso pela primeira vez em maio de 2014, durante a operação Ararath, da Polícia Federal, mas foi solto poucos dias depois por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em fevereiro de 2015, voltou a ser preso, mas durante a operação Imperador, do Gaeco, acusado pelo Ministério Público (MPE) de ter liderado quadrilha que desviou R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa. Foi libertado pouco mais de quatro meses depois, por decisão do STF.

Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Reprodução | Cidade: Mato Grosso