Ex-prefeito revela ‘reunião sigilosa’ e acusa adversários de tentarem armar contra Selma Arruda

O ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato (PSL), arrolado como testemunha de defesa da senadora eleita Selma Arruda (PSL) no processo que apura suposto ‘caixa 2’ em sua campanha, revelou em seu depoimento na última semana que teve um encontro “sigiloso” com a juíza aposentada quando ela ainda era magistrada.  Rossato afirmou que na ocasião Selma ainda não tinha certeza se iria ser candidata e por isso evitou vazar informações. Segundo o ex-prefeito, as acusações contra Selma são uma armação de seus adversários.
 


“Foi uma reunião normal, na casa dela. Mas como ela ainda era juíza, não podia vazar informações sobre política, antes que ela entrasse oficialmente para a política. Foi sigiloso porque estava no início, era uma conversa particular em que eu a convidei para ser minha vice, para que ela viesse para a política. E por isso eu não podia divulgar naquele momento, porque ela não tinha decidido nem se iria se aposentar”, disse o ex-prefeito, que acabou desistindo de concorrer ao Governo do Estado nas eleições deste ano.



Conforme divulgado em primeira mão pelo Olhar Direto, no final de setembro, Selma foi acusada por suposta prática de ‘caixa 2’. A denúncia foi feita com base na ação monitória proposta por Júnior Brasa, ex-marqueteiro da juíza aposentada, que revela pagamentos desde abril deste ano, no valor de R$ 700 mil, utilizando cheques de sua conta pessoal, conduta que é vedada pela Justiça Eleitoral. O processo corre em segredo de Justiça e não tem data para ser concluso.



Rossato é testemunha de defesa de Selma no processo que foi movido pelo advogado Sebastião Carlos (Rede) e que agora tem também como parte co-autora o Ministério Público Eleitoral. O ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) também abriu processo contra Selma sobre estes mesmos fatos e acusações.



Tanto Sebastião quanto Fávaro concorreram ao Senado, contra Selma, nas eleições deste ano. Em sua defesa, a senadora eleita acusa seus adversários de tentarem derrubar seu mandato no “tapetão”.



Rossato concorda. “Eu enxergo da mesma forma como ela diz, porque ninguém tira os méritos dela. Um partido pequeno, ela ganhou essa eleição por mérito. Ela não comprou voto, não fez nada que denegrisse a imagem de ninguém, foi tudo de acordo com a lei. O resultado foi a vitória nas eleições”.

Autor: Érika Oliveira | Fonte: Redação / Olhar Direto | Foto: Reprodução