Ex-servidora da AL acusada de tráfico deve cumprir 5 medidas cautelares

Presa durante a 3ª fase da Operação Doce Amargo, na semana passada, a servidora exonerada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso M.E.A.C.M. foi solta por decisão da Justiça, mas terá que cumprir 5 medidas cautelares. Ela não poderá deixar a cidade sem autorização e deverá ficar em casa entre às 20h e 6h.

 

A operação da Polícia Civil mirou traficantes de drogas sintéticas, em Cuiabá. Ao todo foram expedidos 151 mandados, sendo 43 de prisões preventivas, 54 de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas.

 

No curso das investigações foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas como ecstasy, MDMA, LSD, popularmente conhecidas como “bala”, “roda” e “doce”, além de outras substâncias como variações de maconha, que eram comercializadas com usuários de melhor poder aquisitivo em bairros considerados nobres da Capital e em festas e baladas.

 

Um dos alvos foi M.E., que atuava como assessora técnica na primeira-secretaria da Casa de Leis. Ela foi exonerada no dia seguinte à operação.

 

A defesa dela entrou com um recurso de habeas corpus, que foi acolhido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O alvará de soltura já foi expedido, porém foram impostas algumas medidas cautelares:

 

– comparecimento obrigatório a todos os atos do processo;

 

– proibição de se ausentar da comarca onde reside por prazo superior a 7 dias, salvo com autorização do juízo processante, uma vez que sua permanência na região do distrito da culpa é conveniente para a instrução criminal;

 

– não manter contato, seja pessoal ou por qualquer meio de comunicação eletrônica, com nenhum investigado ou testemunha que venha a ser arrolada na fase processual, caso haja;

 

– recolhimento domiciliar das 20:00 hs até as 06:00 hs da manhã seguinte;

 

– manter sempre atualizado seu endereço na ação principal.

 

 

 

 

Autor: Vinicius Mendes | Fonte: Redação/Gazeta Digital | Foto: Luiz Leite