Filha de deputado é ré por estelionato e furto de cheques

A filha do deputado federal Victorio Galli (PSL), a servidora comissionada da Secretaria de Estado de Dsenvolvimento Econômico, Ester Galli, é ré em uma ação proposta pelo Ministério Público do Estado (MPE) pelos crimes de furto qualificado e estelionato.

 

Também foram denunciados Suely Gonçalves da Silva, Vanildo Nogueira, marcio Sales de Freitas, Julio Campos da Silva, Augusto Cesar R. Macaubas, Zaqueu Vieira da Rocha, Jean Carlos Ribeiro Barcelos Ferreira e Eliani Apareceida de Oliveira.

 

De acordo com a denúncia do MPE, Ester e Eliani teriam subtraído inúmeras folhas de cheque, no total de R$ 32 mil, da empresa Atame Pós-Graduação e Cursos Ltda na qual eram funcionárias do setor financeiro. O crime teria ocorrido entre novembro de 2008 a outubro de 2009.

 

"Os autos revelam que as acusadas durante o período referido, adulteram várias cártulas de cheques emitidas por alunos por ora ignorados, ao inserir o nome da acusada Ester na ordem de pagamento", cita trecho.

 

Após adulteração, Eliani ordenava os depósitos na conta corrente que pertence a Ester e da mãe dela.

 

"Os crimes de furtos com abuso de confiança e fraudes ora tratados, só foram descobertos pela empresa-vítima na data de 28.12.2008, quando duas cártulas de cheques aparentemente subtraídas pelas acusadas em data anterior, foram depositados nos dias 27.11 .2009 e 28.12.2009 […], de titularidade da denunciada Ester", descreve.

 

Interrogada, Ester negou ter cometido os crimes e afirmou que os cheques depositados na sua conta corrente eram pertinentes ao pagamento da rescisão de seu contrato de trabalho.

 

Furto

Ester também foi acusada de ter participado de um furto na empresa em dezembro de 2009. Também são acusados Elzyo, Suely, Vanildo, Marcio, Julio, Augusto Cesar, Zaqueu e Jean Carlos.

 

Consta na denúncia que o furto se deu após arrombamento de uma porta e de dois cofres.

 

Foram levados 617 folhas de cheques no valor de R$ 220 mil, diversos talonários de cheques e nove monitores LCD, dois aparelhos datashow, documentos de veículos, notas fiscais e contratos.

 

Os acusados foram interrogados, mas permaneceram em silêncio quanto ao crime de furto mediante arrombamento.

 

No local do crime foi submetido à perícia técnica de constatação de danos e colher impressões digitais, mas os laudos não foram anexados ao processo.

 

Outro lado

Em nota, Ester negou os crimes e disse que trabalhou na empresa durante 10 anos e oito meses com zelo e honestidade. Ela ainda considerou que a denuncia foi feita sem qualquer critério para acusação.

 

O pai dela, deputado Victorio Galli, em nota, culpou a imprensa de fomentar ataques contra ele e sua família.

 

Veja a íntegra da nota de Ester Galli:

Nota

Venho por meio desta nota, dizer que jamais aceitarei qualquer tipo de acusação e calúnia envolvendo meu nome ou de minha família. Temos uma história de fé e temor a Deus, seguimos o caminho da retidão. Exercemos trabalhos lícitos, criamos nossos filhos com dignidade e nos caminhos do cristianismo.

Trabalhei há mais de 10 anos, durante 8 meses, numa determinada empresa na cidade de Cuiabá, exerci minha função com zelo e honestidade. A época, ocorreu um sinistro naquela empresa e todos os 10 funcionários, naquela ocasião, foram chamados em um processo e considerados suspeitos, embora eu considere  a suspeita absurda e covarde. Fizeram essa denúncia contra todos os funcionários e sem qualquer critério para a acusação.

Não há nenhum depoimento de suspeitos ou de envolvidos que tenham citado, em qualquer momento, o meu nome. Não há o menor sentido ou cabimento de me incluírem em tal situação.

Tomei conhecimento deste processo pela boca de um jornalista e estive no fórum, mesmo sem ser intimada, e constituí uma defensora para cuidar do assunto.

Para tanto, embora o lento processo foi movido, estranhamente, após quase 10 anos, consumindo recursos de nós brasileiros e tempo do Poder Judiciário, eu fiz questão de fazer a peça de defesa, no meu dever de cidadã. Pois, a partir de agora, eu sou a maior interessada em mostrar o tamanho da covardia ao envolver meu nome nisso. Após a conclusão e o devido arquivamento do processo, irei processar, por calúnia, todos que me citarem e usarem, deste fato, de forma sorrateira para afrontar minha família e atacar meu pai em pleno processo eleitoral.

Desejo toda a paz do Senhor Deus de Israel a todos. E peço, deixem minha família em paz.

Ester Galli

 

Íntegra da nota de Victorio Galli:

Nota

Parte da imprensa tem interesse, de alguma ordem, em fomentar ataques contra mim.

Querem atacar minha família para me atingir. Denigrem a imagem das pessoas, pais e mães de famílias, sem qualquer responsabilidade. A imprensa nacional está fazendo isso contra Bolsonaro, atacaram a memória do pai de Bolsonaro com distorções e mentiras. Agora, sob alguma orientação, está fazendo contra mim e minha família.

Certamente uma cúpula esquerdista e política em Mato Grosso, sabe que meu nome é apontado, em diversas pesquisas, como primeiro ou entre os primeiros colocados para Deputado Federal. E, para completar o desespero, Jair Bolsonaro poderá obter, em Mato Grosso, a sua maior votação proporcional entre os Estados do Brasil.

O irônico é que a esquerda ataca a honra de mulheres e mães! Então, ficaria comprovado que a imprensa esquerdista só exclui, de sua fúria e militância, mulheres de esquerda? Sendo uma mulher e mãe conservadora, direita e cristã, pode atacar e denegrir? Essa é a ironia dos absurdos que tenho lido na imprensa.

Fake News e matérias com perseguição, por eu ser um deputado cristão, defensor da família, não irão me fazer perder o foco.

Deputado Federal Victório Galli, presidente do partido de Bolsonaro em MT, o PSL.

Autor: Rafael Machado | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução