Filme conta trajetória das famílias que cultivam algodão em MT

Atoleiros frequentes, falta d'água, de infraestrutura e noites em claro fazem parte da vida das famílias de cotonicultores. As histórias são contadas no documentário “Colhendo Histórias”. Às vésperas do cultivo da segunda safra, a estreia do filme em Cuiabá foi escolhida porque o estado concentra 48,7% da área cultivada de pluma no país.

 

Hoje, os cotonicultores respondem por 60% da área de plantio, com cerca de 800 mil hectares de algodão, e são responsáveis pelo abastecimento de 25% do mercado interno e 75% do externo.

 

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área prevista da safra de 2021/22 de algodão é de 1,1 milhão de hectares, o que representa um aumento de 14% com relação ao ano passado.

 

A empresa de ciência para a agricultura, FMC Corporation, é a responsável pela iniciativa do filme “Colhendo Histórias”, que conta a história das famílias que cultivam o algodão e explicam a expansão desta cultura agrícola em Mato Grosso e no país.

 

O lançamento marca a primeira fase do projeto e traz o depoimento de 26 cotonicultores e familiares. “Esse projeto nos honra muito por ter idealizado, porque mostra o quanto essas famílias e referências na cultura foram fundamentais para a expansão da cotonicultura nacional, principalmente no cerrado”, diz o diretor de negócios do Brasil da FMC, Marcelo Magurno.

 

Para a safra do próximo ano, o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, espera bons resultados com a comercialização do cultivo. “O produtor nessa safra vem comercializando mais, se comparado com o ano passado, em torno de 56% da safra já foi negociada, muito próximo da média histórica, mas acima do que o produtor comercializou no ano passado, que estava em torno de 49%”, diz.

 

A produção deve ficar em torno de 1,96 milhão de toneladas de pluma, com uma produtividade, em média, de 288 arrobas por hectare, segundo projeção do Imea. No estado, o algodão é comercializado em R$ 201,39 por arroba.

 

Já a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) estima que o Brasil deverá ter um aumento de 12,7% de área cultivada e produzir cerca de 2,79 milhões de toneladas de plumas.

 

“O produtor de algodão tem um perfil de comprador antecipado. No momento em que ele começa a negociar a safra já começa a se preparar os insumos e tratamentos”, contou Cleiton.

 

Ele expressa receio com o clima e espera que a partir de janeiro, considerado período ideal para semear o algodão, seja bem aproveitado pelos cotonicultores. “Pelo adiantar da semeadura da soja e se o clima colaborar lá em janeiro, vai ter uma grande disponibilidade de área e, consequentemente, uma janela de cultivo para o algodão”, diz.




 

Fonte: Redação/Assessoria | Foto: TV TEM