Fogos de artifícios são responsáveis por mais da metade dos casos de queimaduras e amputações

Em período de festividades, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) faz alerta sobre o manuseio de fogos de artifício. De acordo com a instituição, os artifícios são responsáveis por mais da metade dos casos de queimadura nas mãos. E o problema pode ainda mais grave, já que cerca de 10% destes casos registram amputação de dedos ou da própria mão.
Ainda de acordo com a SBOT, uma em cada 10 pessoas tem um de seus membros superiores amputados, além de outras sequelas, ao manusear fogos de artifícios de forma errônea. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), nos últimos anos, em todo o país, houveram mais de 8,5 mil acidentes e 120 mortes causadas por fogos de artifícios.
O mais grave é que mais de 20% das mortes foram de crianças entre 0 e 14 anos. Trabalhando com a venda de fogos de artifícios em Cuiabá há 20 anos, o comerciante Antônio Carlos de Araújo, 50, explica que existem inúmeras formas se de soltar os explosivos ornamentais, inclusive, sem sequer tocá -los. “Quando as pessoas compram muitos fogos de artifício comigo, eu aconselho fazer uma estrutura com tijolos de 8 furos, para que seja feito o encaixe do produto, deixando apenas o pavio para fora. Assim ele pode acender e sair de perto. É uma forma de evitar acidentes”.
Araújo ainda frisa a importância de verificar se os artefatos possuem selo de qualificação e também estão dentro do prazo de validade. Esse alerta também é compartilhado pelo capitão do Corpo de Bombeiros, Leilson Meira Vieira, que frisa que os interessados em adquirir os fogos de artifício, devem sempre se atentar se o comércio possui os alvarás de funcionamento e se estes estão em dias. “Olhar se o produto é qualificado pelo Inmetro. E após a compra armazená-lo longe do calor, ambiente arejado e fora do alcance de crianças e idosos”, recomenda.
Em se tratando da utilização, o capitão destaca que o manuseio deve ser sempre realizado por adulto e que este não esteja sob efeito de álcool ou drogas. “Deve-se usar a base que vem dentro da embalagem e seguir o manual de instruções que geralmente está exposto na caixa do produto”.
Vieira ressalta que os fogos de artifícios não devem nunca ser soltados próximos a hospitais, escolas ou creches. De preferência em locais abertos e longe da fiação elétrica. Em caso de falha, não reutilizar o artefato e também não violar o produto. “Se houver queimaduras, lavar a parte afetada com água fria ou soro fisiológico e envolver com um pano úmido. Em caso de amputação, colocar o membro em um saco plástico dentro de um recipiente com gelo e levar o paciente para o pronto-socorro”.
O representante do Corpo de Bombeiros ainda ressalta que em casos de acidentes que resultem em incêndio, as pessoas devem sair do local e acionar a instituição via 193. “Seguindo os cuidados dificilmente acontecerá acidente”
Autor: Elaine Mendes | Fonte: Redação / O Bom da Notícia | Foto: Reprodução
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