Funcionário da Câmara de Nova Ubiratã bate caminhonete avaliada em R$ 269 mil

O que era sinônimo de status acabou virando uma tremenda ‘dor’ de cabeça para o presidente do Poder Legislativo de Nova Ubiratã, Heder Sais Machado (DEM).

 

Em junho deste ano, contrariando colegas de Parlamento, o vereador pelo segundo mandato consecutivo efetuou a compra de uma caminhonete Toyota Hilux SW4 pelo valor de R$ 269.500,00.

 

Até aí tudo bem, afinal de contas comprar coisas luxuosas com o dinheiro público parece ter virado uma especialidade entre os políticos do município com cerca de 14 mil habitantes, não fosse o fato de o veículo ter se envolvido em um acidente na manhã deste sábado (11).

 

Ao manobrar a caminhonete desejo de consumo do parlamentar, um de seus assessores atingiu um poste de iluminação pública que ironicamente fica na calçada em frente à Casa de Leis. O acidente foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas na edificação pública. (Veja AQUI)

 

Segundo apurado pela coluna, na noite anterior ao acidente o chefe do legislativo havia usado o veículo para se deslocar até Santiago do Norte, distrito do município vizinho de Paranatinga.

 

Ao retornar para Nova Ubiratã, a caminhonete ficou sob os cuidados de um assessor que, por motivos ainda desconhecidos, levou-a para sua residência.

 

No entanto, para azar do rapaz, ao devolver o veículo ele acabou atingindo o “obstáculo”.

 

O caso foi comunicado a autoridade policial e, desde então, vereadores cobram a instauração de um Procedimento Administrativo (PAD) para apurar a conduta do servidor que atua como assessor de imprensa, mesmo sem possuir formação de nível superior ou muito menos registro no órgão que regulamenta a profissão jornalística.

 

No portal da transparência da Câmara de Vereadores consta o pagamento de um contrato de seguro veicular no valor de R$ 4.308,20.

 

A apólice cobre esse tipo de dano. Resta saber quem irá custear a franquia de R$ 7.022,40, ao qual parte dos vereadores defende que seja paga pelo servidor de “confiança” e ex-assessor de campanha do político.

 

Ao que tudo indica, o prejuízo será debitado da conta dos contribuintes que parecem ter se acostumado a bancar as regalias de seus inértes representantes.

 

Fonte: Redação | Foto: Reprodução