Governador e secretário classificam como leviana afirmação sobre suposto caixa 2

Em nota oficial, Pedro e Paulo Taques asseguram que “todas as movimentações financeiras do pleito de 2014 se encontram devidamente registradas na prestação de contas do PDT, inclusive as despesas ainda não pagas. Destacam que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Regional Eleitoral.

 

O governador e o secretário explicam também que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais.

 

“Todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados”, escrevem Pedro e Paulo Taques, na nota divulgado à imprensa nesta segunda à noite.

 

Para eles, as declarações de Malouf, que teve prisão decretada por envolvimento em esquema de propina e fraudes em licitações, são uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam, ainda, que o investigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação – com o propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si.

 

Ambos dizem que vão constituir advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. “A verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos", diz trecho da nota.

 

Na nota, observa que,  embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do governo.

Autor: Romilson Dourado | Fonte: Redação/ RD News | Foto: Rafaella Zanol/Reprodução | Cidade: MT