Governo acaba com OSS e assume gestão dos hospitais regionais

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (PSB), anunciou que o Governo irá assumir a gestão dos dois últimos hospitais regionais administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS). As unidades de Rondonópolis e de Sinop estão sob a gestão do Instituto Gerir.
Gilberto se dirige a Rondonópolis na tarde de ontem quarta-feira (02) para dar início às mudanças na gestão. “Primeiro, nós vamos a Rondonópolis, que é onde nós temos o maior problema no momento, e depois vamos a Sinop fazer a mesma coisa”, adiantou durante a posse dos secretários, na terça-feira (01).
As OSS estão presentes nos hospitais regionais desde 2011. Durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, as organizações chegaram a administrar os sete hospitais do Estado.
Em junho de 2017, o Estado retomou as administrações dos hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder e o Metropolitano de Várzea Grande, que eram geridos pelo Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas). O regional de Sorriso era gerido pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano e Social (INDHS) e também voltou à administração direta do Estado na mesma ocasião. No caso de Cáceres, a então gestora desistiu de comandar o hospital e o Estado assumiu a função.
O Instituto Gerir foi contratado por R$ 53 milhões para administrar de maneira emergencial os hospitais regionais de Rondonópolis e Sinop, em janeiro do ano passado.
Em dezembro de 2018, durante a transição, Gilberto Figueiredo adiantou que a possibilidade de unidades de saúde com mais de 100 leitos ficarem paralisadas – como é o caso destes hospitais – era, no mínimo, preocupante.
Ao assumir o cargo de secretário, ele adiantou que deve continuar a fazer um “diagnóstico profundo” da situação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e, caso seja necessário, serão realizadas auditorias em contratos da pasta.
Autor: Mikhail Favalessa | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução
