Governo descumpri liminar e servidores do Indea paralisam atividades nesta segunda-feira (15)

Os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em estado de greve desde o dia 21 de julho pelo fato de ter sido a única categoria a ter ordem de corte de ponto acatada pelo gestor da autarquia, Guilherme Nolasco, num universo de 30 categorias em greve geral, voltam a paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (15).

 

O motivo é que, mesmo ganhando liminar para que houvesse o ressarcimento dos 11 dias cortados da folha de pagamento dos servidores sob multa de R$ 5 mil por dia e a notificação do presidente ter sido feita na última sexta-feira (05), nesta sexta-feira (12) a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), Diany Dias, foi informada que ainda não houve qualquer ordem governamental de criação de folha suplementar para este fim.

 

Ela salienta que o governador Pedro Taques, bem como seu secretário de Gestão, Júlio Modesto, sempre fazem questão de dizer que são um governo legalista e que liminar não se discute, se cumpre, contudo, apesar de o Sintap ter cumprido todas as liminares de emissão de Guia de Transporte Animal (GTAs) durante todo o período de greve, o Estado esquece essa máxima quando a liminar é em seu desfavor.

 

A presidente lembra que todas as medidas legais foram tomadas por parte do sindicato. “Obedecemos ao prazo para assembleia geral e, por isso, fomos a última categoria a entrar na greve dos servidores. As liminares de Famato e Acrismat e de outras entidades que nos chegaram foram prontamente cumpridas durante a greve. Já o governo desfaz da Justiça há tempos quando não paga a Unidade Real de Valor (URV) que ganhamos judicialmente e até hoje não foi paga; também quando deveria retornar a identificação da madeira, uma causa ganha por duas vezes e não cumprida por Taques, bem como o não cumprimento da lei que garante a Revisão Geral Anual (RGA)”, criticou.

 

Depois de tudo isso, conforme Dias, a ‘cereja do bolo’ vem com o não ressarcimento do ponto cortado indevidamente. Para a sindicalista, todas essas atitudes vindas de um governo que se diz legalista só indicam a afronta que o chefe do Executivo faz não só ao servidor, mas também à Justiça!.

 

"É exatamente por isso que vamos estudar entrar também com processo de perdas e danos pelo constrangimento que o servidor do Indea tem passado por não poder honrar suas dívidas devido ao corte determinado por Nolasco em contradição à orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que era de aguardo do julgamento do mérito da ilegalidade ou não da greve. Não queríamos parar novamente, mas é a ferramenta de luta que nos resta”, finalizou. 

 

Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação | Cidade: MT

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