Greve nos Correios atinge em torno de 80% da categoria

Os trabalhadores nos Correios em Mato Grosso entraram em greve nesta terça-feira (18), por tempo indeterminado. Segundo o sindicato, até o meio dia, a paralisação atingiu entre 70% e 80% dos serviços da empresa nos 141 municípios de Mato Grosso. A última grande greve foi registrada em 2008 e durou 21 dias.
A estimativa dos sindicalistas é que a greve provoque paralisação completa do tráfego postal e de encomendas postadas em todo o estado de Mato Grosso para qualquer destino do país. São cerca de 500 mil objetos por dia que deixam de ser manipulados.
Durante toda a greve serão mantidos apenas 30% dos serviços. A prioridade será os serviços essenciais, como entrega de medicamentos, insumo para vacinas e tudo aquilo que tem relação com o que é essencial. Ficarão suspensos o funcionamento das agências, entrega de encomendas, contas, faturas e demais correspondências.
Na pauta dos trabalhadores constam a realização de concurso público, a manutenção dos direitos já conquistados e a não privatização dos Correios. O diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Mato Grosso (Sintect/MT), Alexandre Aragão, disse que a greve não é por reivindicação salarial, mas para manter direitos.
“Não tem número de funcionários suficientes para fazer as entregas nos bairros e não se consegue atender também nas cidades menores por falta de trabalhador, por exemplo. O déficit de trabalhadores na empresa é grande. O último concurso foi em 2011. De lá para cá só acontecem demissões enquanto aumenta a demanda pelos serviços da empresa. Para se ter uma ideia, em Mato Grosso já fomos 1.700 trabalhadores e hoje um pouco mais 1.200. Em nível nacional eram 140 mil e hoje são 100 mil”, informou Aragão.
Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Reprodução
