Ibama precisa receber denúncia formalizada pra investiga caso de onças mortas

Para investigar o caso das duas onças pintadas que aparecem mortas em uma fotografia juntamente com um suposto índio de Brasnorte (580 km de Cuiabá), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama/MT – precisa receber uma denúncia formalizada, protocolada na sede do órgão ou pelo Linha Verde, no 0800-618080.
O superintende substituto do Ibama/MT, Allan Valezi Jordane, conversou com a reportagem, por telefone, na tarde desta sexta-feira (10), e explicou que índios tem prerrogativa para caça e pesca, prevista na Constituição.
Mas, caso a morte de animais ocorram para fins econômicos pode caracterizar ilegalidade. “Não sei em que situação aconteceu o fato especifico. Além disso, não se pode investigar um caso que não foi denunciado, o Ibama precisaria de uma justificativa pra realizar o atendimento. Como a Constituição prevê índios tem prerrogativas, e também a preservação da cultura e preservação indígenas e subsistência”, disse o superintende substituto por telefone.
Por fim, o interlocutor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, ressaltou que o fato pode ser denunciado em qualquer unidade do Ibama no Estado de Mato Grosso.
Entenda o caso
Na semana passada vários meios de comunicação do Estado veicularam imagens de um suposto índio de Mato Groso, com duas onças pintadas mortas.
A denúncia sobre a morte dos animais, virou alvo de críticas em uma página do Facebook.
Conforme relatou o homem que postou as fotografias, trata-se de um indígena Manoki, do município de Brasnorte (580 km de Cuiabá), que teria supostamente matado esses animais, em extinção.
A postagem gerou revolta de mais de cinco mil pessoas que compartilharam a imagem com os animais mortos e mais de 150 comentários, alguns, para o lado da incitação ao ódio.
Autor: Fernanda Leite | Fonte: Redação/ 24 Horas News | Foto: Reprodução Facebook | Cidade: MT
