INDEA-MT lança campanha de Combate a Febre Aftosa

Com o objetivo de manter Mato Grosso Livre da Febre Aftosa o Instituto de Defesa Agropecuária (INDEA) lançou em todo Estado a Campanha que visa conscientizar os produtores da importância da vacinação contra a doença.

 

Em Nova Ubiratã não tem sido diferente, o órgão que conta com três profissionais já iniciou o trabalho de divulgação, a Campanha que inicia no próximo dia 1º de Novembro e termina no dia 10 de Dezembro estima vacinar cerca de 73.00 mil cabeças entre bovinos e bubalinos de mamando a caducando, no ano passado foram imunizados 72.20 animais.

 

As vacinas poderão ser adquiridas nos pontos de vendas cadastrados pelo INDEA, as empresas que são interligadas ao órgão passam por um rigoroso monitoramento para garantir a qualidade da vacina.

 

Em Nova Ubiratã quatro revendas devem comercializar o produto, são a JM Agropecuária, Agropecuária Aliança, Veterinária Brantz e a Agropecuária Agro Rios (Distrito de Entre Rios).

 

Após a vacinação o pecuarista deverá obrigatoriamente procurar o INDEA para fazer a comunicação, apresentando nota fiscal da vacina, juntamente com a relação de bovinos e bubalinos vacinados, o prazo para a comunicação é até o dia 10 de Dezembro.

 

Segundo a Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária e Florestal Ana Caroline, o instituto deverá acompanhar no mínimo 2% das vacinações no Município, questionado sobre as sanções previstas para quem desobedecer, a Campanha a profissional é enfática. “O pecuarista que por algum motivo não vacinar seus animais, pode e deve sofrer as penalidades da lei, inclusive com multa estipulada por cada animal que não foi vacinado”, frisou.

 

Três fiscais do INDEA deverão fazer o acompanhamento da campanha em Nova Ubiratã, dúvidas sugestões ou até denuncias podem ser feitas pelo telefone (66) 3579 1280 ou ainda no E-mail: ule_novaubiratan@indea.mt.gov.br.

 

Entenda a doença: A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa provocada por vírus da família Picornaviridae, gênero Aphthovirus. Existem sete tipos diferentes do vírus [sorotipos imunológicos]: A, O, C, SAT1, SAT2, SAT3, Asia1. O tipo O é o mais comum.

Resistência

O vírus é resistente ao congelamento e só é fica inativo em temperaturas superiores a 50ºC. Sobrevive nos gânglios linfáticos dos animais e na medula óssea, onde há pH neutro [nível de acidez], mas morre nos músculos onde o ph é inferior a 6. Pode sobreviver em forragens contaminadas e no meio ambiente por até um mês se houver condições favoráveis de temperatura e pH.

Prejuízos

A aftosa é uma das enfermidades animais mais contagiosas e causa importantes perdas econômicas. A mortalidade é baixa em animais adultos, mas nos jovens provoca problemas cardíacos [miocardites] que levam à morte. Atinge animais bovinos, ovinos, caprinos, porcos e todos ruminantes selvagens. Camelos, dromedários, lhamas e vicunhas têm baixa suscetibilidade; cavalos não são afetados.

Contágio

A transmissão se dá por contato direto com animais infectados, contato com secreções, vetores móveis (homens, animais domésticos) que tenham estado em contato com animais contaminados e veículos e equipamentos nas mesmas condições. Em casos raros o vírus pode ser transportado por ar. Os animais contaminados podem transmitir a doença durante o período de incubação e manifestação da aftosa. O ar expirado, saliva, fezes, urina, leite e sêmen de animais doentes provocam contaminação até quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.

Permanência do vírus

Carne e produtos derivados com pH acima de 6 também conservam o vírus. Bovinos vacinados expostos à doença ou infectados e não abatidos conservam o vírus por 30 meses ou mais (búfalos); nos ovinos o período de conservação é de 9 meses. O período de incubação em animais vivos e não vacinados é de 2 a 14 dias, após os quais começam a aparecer sintomas como vesículas e aftas nas mucosas e língua, feridas no úbere e nos cascos.

Sintomas

Nos primeiros dias antes da manifestação das feridas os animais apresentam falta de apetite, calafrios, febre e redução da produtividade de leite. Após a manifestação das aftas o animal não consegue se alimentar ou caminhar, ficando prostrado e fraco.

Recuperação

A recuperação começa a ocorrer entre 8 a 15 dias após a manifestação dos sintomas. Em casos mais graves os animais sofrem com a superinfecção das lesões, deformação de cascos, mastites e redução permanente da produção de leite, perda de peso, doenças do músculo cardíaco, aborto e morte de animais jovens. Nos ovinos e caprinos as lesões são menos pronunciadas, podendo passar desapercebidas. A mortalidade é alta entre animais jovens. Os porcos podem desenvolver graves lesões nos pés.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito clinicamente, após a observação das feridas, e a confirmação se dá após análise laboratorial de tecido coletado na mucosa [de dentro da boca] de animais afetados.

Prevenção

– Proteção de zonas livres mediante controle e vigilância dos deslocamentos de animais nas fronteiras

– Sacrifício de animais infectados, recuperados e de animais suscetíveis que entraram em contato com indivíduos doentes

– Desinfecção dos locais e de todo material infectado (artefatos, veículos, roupas)

– Destruição dos cadáveres e produtos animais suscetíveis na zona infectadas

– Medidas de quarentena

– Vacina com vírus inativado [a imunidade é conferida seis meses após as primeiras vacinações]

Regiões afetadas

A febre aftosa é endêmica em partes da Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul, onde ocorrem focos esporádicos em zonas consideradas livres da doença.

Risco para o homem

A aftosa não representa risco para a saúde humana. A doença não é transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados de animais infectados. Alguns casos raros de feridas nas mãos e outros sintomas leves foram relatados em seres humanos que lidavam de forma muito próxima com animais infectados.

 

 

 

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/ Assessoria | Foto: Ilustrativa | Cidade: Nova Ubiratã