Inflação do setor em MT é a menor da região em 2019

Mato Grosso é o estado da região Centro-Oeste que apresenta a menor inflação da construção civil acumulada em 2019. Conforme dados divulgados pelo IBGE, ontem, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), fechou o período janeiro-setembro com variação de 1,33%. Uma das menores taxas do País e abaixo da média nacional, em 3,49%.
Nesses primeiros nove meses de 2019, Goiás e o Distrito Federal apresentam a maior inflação acumulada: 3,68%, cada um, seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 1,54%. A média da região ficou em 2,64% no período.
Mesmo com a menor variação do período, Mato Grosso exibiu em setembro a segunda maior média para o metro quadrado (m²) apurado pelo Sinapi, R$ 1.141,33. O Distrito Federal segue com o maior valor regional, R$ 1.225,46. O menor preço médio está em Mato Grosso do Sul, R$ 1.109,34. Goiás fechou setembro com cotação média de R$ 1.137,07.
Sob impacto de reajustes captados nas categorias profissionais, o Amazonas, com 3,54%, foi o estado que apresentou a maior variação mensal, seguido por Mato Grosso do Sul (1,73%), e Rio de Janeiro (1,68%), estes sob influência de acordos coletivos.
Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.157,07 (Norte), R$ 1.064,53 (Nordeste), R$ 1.203,20 (Sudeste), R$ 1.217,74 (Sul) e R$ 1.154,06 (Centro-Oeste).
No País, o Sinapi variou 0,37% em setembro, caindo 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,44%). Os últimos 12 meses foram para 4,42%, mantendo o patamar registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (4,50%). No ano, o acumulado ficou em 3,49%. Em setembro de 2018 o índice foi 0,45%. Acesse o material de apoio para mais informações.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em agosto fechou em R$ 1.148,65, passou em setembro para R$ 1.152,87, sendo R$ 603,87 relativos aos materiais e R$ 549,00 à mão de obra.
A parcela dos materiais variou 0,27%, com queda significativa de 0,45 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,72%), e de 0,41 ponto percentual frente a setembro de 2018 (0,68%).
Já a parcela da mão de obra, com 0,47%, e captação de 3 acordos coletivos, registrou a maior variação do mês de setembro desde 2014. Comparando com o mês anterior (0,13%), aumentou 0,34 ponto percentual.
Até o terceiro trimestre do ano, os acumulados são 4,24% (materiais) e 2,70% (mão de obra). Em 12 meses, os acumulados ficaram em 5,81% (materiais) e 2,95% (mão de obra).
Autor: Marianna Peres | Fonte: Redação / Diário de Cuiabá | Foto: Reprodução
