Injustiça: Mesmo após cinco anos da morte do advogado Alexandre Marchioro assassinos continuam impunes

O assassinato covarde e brutal do Advogado Alexandre Marchioro da Silva de 38 anos, é um daqueles casos que revoltam a população, e deixam uma certa dúvida quanto a eficiência da policia, e da agilidade da justiça de Mato Grosso.

 

Passados cinco anos após o assassinato do trabalhador até hoje ninguém foi acusado ou muito menos preso pelo crime.

 

Alexandre que na época era assessor jurídico da Prefeitura de Nova Ubiratã, e um dos principais coordenadores de Campanha, do então Prefeito Municipal Osmar Rosseto (Chiquinho), foi encontrado morto no dia 17 de Setembro de 2008 as margens da MT 225 próximo ao trevo de Vera, o corpo parcialmente carbonizado estava caído a cerca de 15 metros do automóvel da vítima, um Chevrolet Astra preto de placas NJB 1434.

 

Segundo peritos da Politec que estiveram no local foi encontrado uma caixa de fósforos e um tambor de plástico queimado, certamente utilizado para transportar o produto inflamável, além de marcas de pneus de outro veiculo, provavelmente do executor.

 

Na época do crime duas hipóteses foram levantadas pela policia, a de crime por motivação política, que foi descartada por amigos do Advogado, que em depoimento relataram que o processo eleitoral estava tranquilo na cidade, a outra seria a passional, uma vez que o principal alvo do criminoso teria sido as partes intimas da vítima, que foi totalmente queimada.

 

Um dia após o crime que chocou toda a população da pacata cidade de Nova Ubiratã, um homem chegou a ser detido pela Policia Civil e encaminhado para a delegacia de Sorriso, onde foi interrogado por várias horas e liberado em seguida por falta de provas. Na ocasião o Delegado Regional Jeferson Dias de Sinop, alegou que a detenção aconteceu depois do testemunho de moradores da cidade, que disseram ter ouvido o suspeito, que não teve o nome e nem a idade confirmada, dizer que “uma desgraça iria acontecer em Nova Ubiratã”.

 

Sem êxito as investigações que eram conduzidas pelo delegado de Sorriso Braúlio Junqueira, foram transferidas para o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que pediu imediatamente a quebra do sigilo telefônico de quatro suspeitos, que chegaram inclusive a serem indiciados pela morte do Advogado.

 

Segundo “fontes” ligadas ao processo, um deles seria um conhecido empresário da cidade de Nova Ubiratã, que teria contado com o apoio do ex-diretor do Centro de Ressocialização de Sorriso, Adomires Soares Sampaio, vulgarmente conhecido como “Mandioca”, este preso meses depois, acusado de envolvimento na morte de titulares de Apólices de Seguros de Vida, na época a onda de assassinatos em Sorriso ficou conhecida Brasil a fora como a “Máfia dos Seguros”.

 

Procurado por nossa reportagem o conselheiro Estadual da OAB, Silas do Nascimento Filho se mostrou indignado com a demora das investigações. “Já estive reunido várias vezes com a Ordem dos Advogados em Cuiabá, e sempre peço a mesma coisa, mais transparência e agilidade para a elucidação deste crime, nós sempre acompanhamos as entidades para que os crimes não fiquem impunes, todos os casos precisam ser apurados, a impunidade gera a violência”, enfatizou o advogado que era amigo de Alexandre Marchioro da Silva.

 

Já a Secretária de Segurança Pública de Mato Grosso garantiu que as investigações continuam, e que as últimas informações sobre o caso ainda não podem ser divulgadas porque seguem sob segredo de justiça.

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação | Foto: Arquivo | Cidade: Nova Ubiratã