Inquérito contra médico e ex-vereador de Canarana inclui estupro de criança de 8 anos

Um novo inquérito que investiga o médico e ex-vereador Thiago Bitencourt (PL) foi concluído nesta semana. De acordo com a Polícia Civil, ele foi indiciado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e violência psicológica, praticados no município de Canarana.

 

Esta é a , que segue preso preventivamente desde 31 de maio.

 

De acordo com o  Flávio Leonardo Santana Silva, responsável pelo caso, o indiciamento de Thiago é baseado em provas robustas e as novas acusações são referentes a abusos cometidos contra duas vítimas, sendo uma delas uma criança de apenas 8 anos.

 

O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar os elementos colhidos para eventual oferecimento da denúncia à Justiça. A prisão preventiva do investigado foi mantida, em razão da gravidade dos fatos e do risco de novas vítimas.

 

Com a conclusão deste novo inquérito, Thiago Bitencourt agora responde a dois procedimentos distintos. 

 

O primeiro foi finalizado no início de junho, com indiciamento por quatro crimes: estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material pornográfico com menores, divulgação de cenas de exploração sexual via WhatsApp, e posse de imagens de pornografia infantil.

 

Padrão de comportamento 

As investigações revelam um padrão de conduta reiterada por parte do ex-vereador, que teria se aproveitado de sua posição como médico e político para cometer os abusos.

 

Os crimes, segundo a polícia, envolvem manipulação psicológica, coerção e vulnerabilidade das vítimas — algumas delas, inclusive, relatam ter sido abusadas dentro de um Posto de Saúde da Família (PSF) onde ele atuava.

 

Até o momento, oito vítimas foram identificadas, incluindo crianças, adolescentes e mulheres adultas, com casos que envolvem situações de exploração sexual, controle emocional e coação. Há indícios de que o médico também teria abusado de filhas de mulheres atendidas por ele.

 

As investigações continuam para apurar a existência de novas vítimas, que poderão ser identificadas em procedimentos separados.

 

Como o caso envolve menores de idade, os detalhes das denúncias estão sob sigilo judicial.

 

 

 

Autor: Vitória Maria Sena | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Divulgação