Juiz nega revogar prisão de acusados de espancar PM até a morte

O juiz Murilo Moura Mesquita, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, negou revogar a prisão de Wesdra Victor Galvão de Souza e Alan Patrik Schuller, acusados de espancar até a morte o policial militar Roberto Rodrigues de Souza.

 

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (1º). O crime aconteceu no dia 26 de julho em uma distribuidora da cidade.

 

No pedido, a defesa dos acusados pediu para que eles respondessem o caso em liberdade, cumprindo medidas cautelares alternativas.

 

Segundo os advogados, ambos colaboram com a investigação e se apresentaram perante a autoridade policial após o fato.

 

Na decisão, o magistrado afirmou que não há fatos novos que justifiquem a revogação da prisão para  fixação de medidas cautelares diversas

 

“Com efeito, persiste a necessidade das custódias cautelares como forma de resguardar a ordem pública, em face da gravidade concreta da conduta atribuída aos réus, revelada pelo modus operandi, em tese, utilizado na ação delituosa”, afirmou.

 

O juiz citou que os acusados, mesmo após constatarem que a vítima estava caída e sem condições de reação, deram sequência às agressões que a levaram a óbito, chutando a sua cabeça.

 

“Assim sendo, a gravidade concreta é descortinada pelo modo de agir verificado até então, consistente nos atos de extrema violência empregados contra a vítima, a despeito de esta estar caída e sem esboçar qualquer tipo de reação, o que revela gravidade concreta exacerbada e justifica a decretação da prisão preventiva”, disse .

 

O magistrado marcou para amanhã (2) a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, a partir de 13h.

 

O caso

Conforme denúncia do Ministério Público, na data do crime, Alan e Wesdra saíram do bar Bodega, em Cuiabá, cada um acompanhado de uma mulher, e decidiram parar na distribuidora para usar o banheiro.

 

A discussão entre a vítima e Alan começou no sanitário masculino, quando Roberto começou a usar o vaso com a porta aberta de frente para o banheiro feminino, onde a acompanhante do agressor estava.

 

A discussão evoluiu e o militar chegou a tentar dar um soco no agressor, porém não conseguiu. Na sequência, o acusado já vai para cima de Roberto e começa a espancá-lo.

 

É nesse momento que Wesdra se junta a ele e os dois seguem a sessão de espancamento.

 

Roberto foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG), mas não resistiu e morreu.

 

O soldado servia como policial em Acorizal, cidade próxima a Cuiabá.

 

 

 

 

Autor: Thaiza Assunção | Fonte: Redação/Mídia News | Foto: Montagem/Mídia News