Justiça solta mãe que deixava filhos passarem fome; pai continua preso

Hélio Roberto dos Santos e Natália Pereira de Paula presos por maus-tratos aos cinco filhos passaram por audiência de custódia na última sexta-feira (8), no Fórum de Cuiabá. Natália foi solta logo após a audiência.
Já Hélio permanece preso, na Penitenciária Central do Estado, uma vez que tem mandado de prisão por estupro, cometido em 2013, no Estado de Goiás.
Eles são acusados de crime de lesão corporal dolosa por violência doméstica (tortura e maus-tratos) contra duas crianças (6 e 9 anos) e três adolescentes (14 e dois de 11 anos), que viviam em condições desumanas e em total abandono.
Os menores foram resgatados na tarde de quinta-feira (7), em uma casa no bairro Pedregal. Os policiais civis e conselheiros tutelares encontraram as crianças abandonados em uma edícula, nos fundos da casa principal.
As crianças e adolescentes passavam fome e jogavam bilhetes, enrolados em pedra, pelo muro da casa, pedindo ajuda a qualquer pessoa da redondeza.
Os meninos D A.R.S, 11, K.R.S, de 9 anos, são filhos de Hélio com outra mulher e os adolescentes D.P.P, 11, G.P.P, 14, e a menina J. I.S. são filhos de Natália. Somente a menina J. I.S., 6 anos, seria filha em comum do casal.
Os policiais informaram que as crianças e adolescentes estavam completamente "jogadas", em um cômodo, com muita umidade, sujeira e dormiam em um colchão molhado. Os menores não tinham acesso à casa principal, aparentavam desnutrição, pois eram alimentados, muitas vezes, com comida azeda.
A situação degradante dos menores foi descoberta depois de denúncias anônimas, que chegaram na delegacia e passaram a ser apuradas. A delegacia também recebeu bilhetes das crianças falando que estavam trancadas, com fome e sede. Em um dos bilhetes, as crianças pediam comida porque "ele", o pai, tinha mandado comida azeda.
Quando os investigadores chegaram na casa, foram recebidos por Hélio que no momento fazia um churrasco, do qual os menores não participavam.
As crianças foram recolhidas e estão sob a responsabilidade do Conselho Tutelar do Centro.
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Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Divulgação / PJC MT / Lislaine dos Anjos
