Líder comunitário morre após ser espancado por funcionário do Atacadão

O líder comunitário de Poconé (104 quilômetros de Cuiabá), Lúcio Pedro da Silva, 50 anos, morreu nesta quinta-feira (26) após ficar mais de 6 dias internado no pronto-socorro de Várzea Grande. Lúcio foi agredido na última sexta-feira (20) nas dependências do supermercado Atacadão, no bairro do Porto.
O autor das agressões é um ex-funcionário do estabelecimento, que utilizou uma barra de ferro para atingir a vítima. L.G.S.B., 20 anos, foi demitido na última segunda-feira por justa causa. Ele chegou a ser levado para a delegacia logo após as agressões, porém, foi liberado após ser autuado por lesão corporal.
Segundo as informações, funcionário e vítima discutiram e entraram em vias de fato dentro do estabelecimento. Pouco depois, o rapaz pegou uma barra de ferro e desferiu golpes na região da cabeça da vítima, que acionou a Polícia Militar.
O rapaz foi levado para a delegacia. Já Lúcio, ainda consciente, procurou atendimento no Hospital São Judas Tadeu. Ele, porém, acabou sendo liberado após fazer curativo e retornou para Poconé.
No sábado, a situação se agravou e ele buscou atendimento em Várzea Grande. Ele chegou ao pronto-socorro sem movimento nas mãos e com sangramento no nariz.
Exames detectaram traumatismo craniano e ele foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O estado de saúde dele se agravou e nesta quinta os médicos confirmaram a morte.
Lúcio Pedro da Silva era uma liderança conhecida e carismática em Poconé. Ele iria trabalhar para a reeleição do deputado federal Valtenir Pereira (MDB).
Com a confirmação da morte, o caso deve ser remetido para a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).
OUTRO LADO
Nota à imprensa
A rede lamenta profundamente o ocorrido e informa que o funcionário envolvido, que atuava como empacotador, foi imediatamente desligado por justa causa e conduzido pelas autoridades. A empresa fornece o suporte devido à família do cliente e está à disposição das autoridades para a investigação do caso.
Fonte: Redação / Folha Max | Foto: Reprodução
