Mãe que abandonou bebê para usar drogas pode se livrar da prisão; foi considerada doente

O delegado da Polícia Civil de Pontes e Lacerda (500 km de Cuiabá), Luiz Felipe Leoni, pediu na Justiça a prisão preventiva de Solenir Rodrigues, acusada de abandonar, por três dias, a filha, Sara Vitória, de apenas seis meses, que morreu por inanição, enquanto a mãe usava drogas nas ruas.

 

O delegado classificou Solenir como uma pessoa doente, já que a mesma, enquanto estava sóbria, teria se mostrado arrependida do ocorrido. Essa condição será apresentada por ele e pode influenciar a decisão judicial sobre a punição da acusada, que ao invés de presa, pode ser internada para tratamento

 

Ao  , o delegado relatou que tomou depoimentos dos vizinhos, dos parentes de Solenir e da própria acusada, que chorando muito confessou ter abandonado a criança para se drogar. Luiz Felipe classificou Solenir como uma pessoa doente, já que a mesma, enquanto estava sóbria, teria se mostrado arrependida do ocorrido, se declarando viciada em pasta-base de cocaína.

 

Segundo o delegado essa condição será apresentada por ele e pode influenciar a decisão judicial sobre a punição de Solenir, que mesmo acusada de abandono de incapaz e maus tratos, ao invés de ser presa, pode acabar internada em uma unidade de recuperação para dependentes químicos.

 

Sobre o paradeiro da acusada, o delegado afirmou que desde que foi liberada, por não estar em período de flagrante, Solenir está sendo mantida sob os cuidados de familiares em uma casa, ainda na cidade. 

 

(IN)JUSTIÇA

De acordou com a Polícia, a filha mais velha de Solenir chegou a pedir na Justiça a guarda da irmã caçula, que era a oitava filha da acusada. Porém, não conseguiu a guarda.  

 

Familiares ainda disseram à Polícia Civil, que Solenir não cuidou de nenhum dos filhos e que ela seria casada, mas o marido trabalha como ‘caseiro’ de uma fazenda, localizada a 100 quilômetros de Pontes e Lacerda. 

 

A filha mais velha de Solenir chegou a pedir na Justiça a guarda da irmã caçula, que era oitava filha da acusada. Porém, não conseguiu a guarda. Solenir não teria criado nenhum dos filhos

 

SOBRE O CASO

A menina de seis meses ficou três dias trancada na casa, em um quarto sem qualquer ventilação e sem receber água ou alimento. Quando um primo da mãe soube do abandono, na tarde do último domingo (6), foi até a casa e arrombou a porta da residência para resgatar a menina, porém ela já estava morta, há um dia, como comprovou um laudo de necropsia.

 

No primeiro depoimento que prestou ao delegado Cleyton Queiroz de Moura, Solenir que foi presa em uma boca de fumo, aparentando estar sob o efeito de entorpecente, teve que ser levada para uma unidade de saúde. Em seguida, já no interrogatório, ela confessou que deixou a filha sozinha na casa, mas disse que uma tia disse para ela não ficar preocupada, porque estaria tudo bem com Sara Vitória. “A informação repassada pela mãe foi desmentida por familiares e vizinhos”, lembrou o delegado.

 

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Autor: João Ribeiro | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução | Cidade: Pontes e Lacerda