Maggi diz que governo Dilma está ‘morto’ e cobra agilidade no processo de impeachment

O senador Blairo Maggi (PR) defende celeridade no andamento do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), que após ser aberto pela Câmara dos Deputados no domingo (17) com 367 votos favoráveis e 137 contrários foi remetido ao Senado para fazer o juízo de admissibilidade e posterior julgamento, conforme prevê a Constituição Federal. 



Maggi afirmou que entende a posição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em conduzir o processo com cautela para não assegurar o cumprimento das normas constitucionais em um processo complexo, mas lembrou que os brasileiros cobram agilidade para que seja concretizado um desfecho e o país realmente volte a caminhar para um futuro melhor. 



“O Brasil inteiro espera uma posição do Senado Federal, espera o final desse processo, que foi iniciado na Câmara e que será finalizado aqui. O Brasil não voltará a andar sem que nós, no Senado, concluamos o trabalho que temos de fazer”, enfatizou o senador.



Mesmo sem citar ninguém nominalmente, Maggi classificou de “morto” o governo conduzido pela presidente da República, Dilma Rousseff, e condenou as sucessivas recorridas dos petistas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para auxiliar a gestão do governo federal, o que se tornou ainda mais evidente.



Ao finalizar, novamente pediu pressa. “Nós queremos segurança jurídica, mas também queremos pressa. O Brasil está parado. Há um rei que já morreu e outro que está querendo governar. Estamos em um vácuo nesse processo e precisamos dar continuidade”, observou. 



Maggi também desqualificou o discurso que acentua a polarização e que divide os brasileiros em dois grupos. O senador criticou a ideia de que a elite não quer que os brasileiros mais pobres tenham ganhos na qualidade de vida.  Para ele, as perdas na economia brasileira atingem justamente as pessoas que tiveram ganhos recentemente e que, agora, correm o risco de perder tudo o que conquistaram. 


“Não se trata de dizer que aqueles que queiram o impeachment para tentar corrigir a economia o façam em detrimento daqueles outros que foram menos favorecidos durante a história do Brasil. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu estou aqui nesta tribuna, estou aqui no Senado tentando não deixar as coisas piorarem ainda mais de onde foram porque elas foram muito além daquilo que nós poderíamos imaginar há um ou dois anos”, finalizou. 



Da bancada de Mato Grosso no Senado, já se manifestaram favoravelmente ao impeachment Blairo Maggi e o senador José Medeiros (PSD). O senador Welington Fagundes (PR) tem evitado opinar a respeito. Na Câmara dos Deputados, seis representantes de Mato Grosso votaram favoráveis à abertura do impeachment, que foram Nilson Leitão (PSDB), Victorio Galli (PSC), Carlos Bezerra (PMDB), José Augusto Curvo, o ‘Tampinha’ (PP), Fábio Garcia e Adilton Sachetti, ambos do PSB. Os votos contrários partiram do petista Ságuas Moraes e do peemedebista Valtenir Pereira. 

 

Autor: Rafael Costa | Fonte: Redação/ Diário de Cuiabá | Foto: Divulgação | Cidade: Brasil