Maluf e Savi querem responsabilizar assessores por suposto esquema na ALMT; Luciane vê politicagem

O presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) e o deputado estadual Mauro Savi (PSB) afirmam que vão procurar ter acesso aos autos para saber quem são os seus supostos assessores, citados pelo ex-presidente da Assembleia José Riva, que teriam sidos destinatários de parte da propina de R$ 4,4 milhões. As pessoas ligadas aos deputados não tiveram os nomes revelados. O socialista teria sido beneficiado com R$ 1 milhão e tucano,  com R$ 50 mil.

 

Maluf, por meio de nota, acrescenta que irá apurar os fatos.  Se for detectado a participação do suposto assessor ligado ao seu gabinete,  promete responsabilizá-lo.

 

Savi, por sua vez, explica que adotará as mesmas medidas do tucano. O socialista sempre foi próximo a Riva. “Deve ter mudado de estratégia”, declara Savi ao Rdnews, referindo-se ao posicionamento da defesa de Riva.

 

Ontem (15), durante audiência da Ventríloquo, na 7ª Vara Criminal, Riva fez graves revelações contra vários deputados estaduais ao confessar ter indicado contas para depósito da propina cobrada para liberar o pagamento R$ 9,4 milhões, referente a dívida que a Assembleia tinha com o banco HSBC.  Além de Maluf e Savi, os deputados Romoaldo Júnior (PMDB), Gilmar Fabris (PSD) e até a ex-deputada Luciane Bezerra (PSB) também teriam sidos beneficiários do esquema.

 

De acordo com Riva, o peemedebista, que estava na presidência da Assembleia na época dos fatos, teria comentado que o dinheiro voltou para ele. Acrescentou que Romoaldo o comunicou que o acordo já havia sido feito, no qual seriam devolvidos 45% do montante, ou seja, cerca de R$ 4,4 milhões.

 

Luciane Bezerra, que foi citada por Riva de suposto recebimento de R$ 52 mil, explica que ficou sabendo pela mídia da Operação Ventríloquo, deflagrada em 1ª de julho do ano passado, pelo Gaeco. “Por aí já dá pra saber que eu não sabia de nada, ainda mais para falar que eu participei”, disse a reportagem.

 

Para Luciane, as acusações são reflexos de sua pré-candidatura à Prefeitura de Juara. Isso porque o irmão do ex-deputado, Priminho Riva (PR), é o principal adversário. Explica ainda que nunca foi do meio do Riva, de participar de conversas com ex-parlamentar.Ambos, inclusive, são de grupo políticos adversários em Juara. “Estou à disposição da Justiça para ter oportunidade de esclarecer os fatos. Minha contas estão abertas, não tenho medo”, ressalta.

 

De todo modo, Luciane lamenta que seu nome tenha sido envolvido por Riva. Diante disso, aponta que a campanha política em Juara já iniciou. “Joga ao vento prega ver se pego algum processo e fico inelegível. Achava que campanha em Juara não teria baixaria, mas pelo visto já começou”, concluiu.

 

A reportagem tentou contato com os deputados estaduais Romoaldo Júnior (PMDB) e Gilmar Fabris (PSD). Entretanto, até a publicação desta matéria, os parlamentares não retornaram as ligações.

Autor: Tarso Nunes | Fonte: Redação/ RD NEWS | Foto: Reprodução

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