Manifestação pressiona bancada de MT a votar pelo impeachment de Dilma

A manifestação realiza na região central de Cuiabá em favor do impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) reuniu milhares pessoas. O grupo se reuniu na Praça Alecastro e percorreu a avenida Getúlio Varas até a Praça 8 de Abril.
A Polícia Militar informou que cerca de 2 mil pessoas compareceram ao protesto. O número é bem inferior aos 15 mil estimados pela organização do movimento.
O hino nacional e os gritos de “Fora Dilma” são entoados dezenas de vezes durante o percurso. O boneco da presidente com a faixa “impeachment”, usado para divulgar o protesto, também marcou presença no ato.
Outra novidade foi uma jaula com bonecos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um caixão simbolizou o "enterro" do Partido dos Trabalhadores.
O movimento “Brasil Livre” utilizou do protesto para pressionar a bancada federal a votar pela saída da petista do comando do país. No trio elétricoque comandava o ato, havia uma faixa citando que apenas os deputados federais Victório Galli (PSC) e Nilson Leitão se manifestaram favoravelmente ao impeachment.
Os deputados Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (PSB), Adilton Sachetti (PSB), Carlos Bezerra (PMDB) e Valtenir Pereira (PMB) são classificados como “indecisos”. “Vamos pressionar”, diz a faixa.
Já o deputado Ságuas Moraes (PT) é o único que se manifestou contrário a saída da presidente. Ele foi alvo dos manifestantes. “Ságuas Moraes disse não ao povo”, disse um cartaz segurado por uma criança.
Apesar da manifestação não ter vinculação com partidos políticos, alguns compareceram ao ato. O suplente de deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) "pintou a cara" de verde e amarelo e também pediu a saída de Dilma. Ele, porém, opinou que uma decisão política deve demorar. "O impeachment vai ser um processo lento e a derrubada da Dilma depende do PMDB e do PSDB", colocou.
O IMPEACHMENT
O impeachment de Dilma teve avanço na Câmara dos Deputados quando o presidente do legislativo, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu segmento a representação protocolada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.
O principal argumento em favor do impeachment é que a petista cometeu seguidamente diversos crimes de responsabilidade fiscal como violações à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e decretos que autorizavam suplementação orçamentária sem aprovação do Congresso Nacional. Conforme o TCU (Tribunal de Contas da União), essas medidas e os empréstimos contraídos com bancos públicos para subsidiar programas sociais geraram prejuízo de R$ 40 bilhões aos cofres públicos da União.
O processo, contudo, está suspenso porque o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, acatou solicitação do PCdoB, que protestou quanto a formação da comissão que analisará o impeachment. Ao deferir a liminar, Fachin colocou que o caso deve ser analisado melhor pelo colegiado do STF, o que ocorrerá nesta semana.
Autor: Gilson Nasser e Rafael Costa | Fonte: Redação/ Folha Max | Foto: Reprodução | Cidade: Cuiabá
