Mato Grosso registra menor taxa de desemprego do país, aponta IBGE

Mato Grosso, ao lado de Santa Catarina, registrou a menor taxa de desocupação do país no terceiro trimestre de 2022. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A pesquisa mostra que as maiores taxas de desocupação foram da Bahia (15,1%), Pernambuco (13,9%) e Rio de Janeiro (12,3%), e as menores, de Rondônia (3,9%), Mato Grosso (3,8%) e Santa Catarina (3,8%) nos meses de julho, agosto e setembro. Com isso, Mato Grosso ficou entre as 21 unidades da federação que apresentou estabilidade na taxa de desocupação na comparação com o trimestre anterior. A taxa de desemprego entre os meses de abril a junho havia ficado em 4,4%.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas também aumentou em Mato Grosso na comparação entre o segundo trimestre e o terceiro deste ano. O valor saiu de R$ 2.816,00 para R$ 3.021,00, representando um aumento de 7,2%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano de 2021, o aumento é ainda mais significativo, 15,7% no total.
No terceiro trimestre de 2022, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) em Mato Grosso foi a terceira menor do país (10,5%), ficando atrás apenas de Santa Catarina (6,8%), Rondônia (9,1%).
Cenário nacional
Apenas seis unidades da federação acompanharam a redução registrada na taxa de desocupação no país no terceiro trimestre frente aos três meses anteriores. Enquanto o índice nacional recuou de 9,3% para 8,7% no período, 21 UFs permaneceram estáveis. Já na comparação interanual, com o mesmo trimestre do ano anterior, houve queda significativa da taxa de desocupação em todas as unidades da federação.
“No segundo trimestre, a taxa de desocupação havia caído 1,8 ponto percentual, com disseminação da queda por 22 unidades da federação. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 p.p., e isso repercutiu nos resultados locais, por estado”, explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.
Em todo o país, 44,5% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho. Para 11,7%, a busca estava durando de um ano a menos de dois anos e para 27,2%, ou 2,6 milhões de desocupados, dois anos ou mais. Cerca de 16,6% estavam à procura de uma vaga há menos de um mês.
Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Agência Brasil
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- Foto: Agência Brasil




