Médico de Canarana se aproveitava do cargo para cometer abusos, diz delegado

Um médico e vereador do município de Canarana, a 838 km de Cuiabá, foi preso em flagrante suspeito de praticar crimes relacionados a abuso sexual infantil na cidade. De acordo com a polícia, o suspeito se aproveitava da sua função de médico para ter acesso e se aproximar de adolescentes, principalmente em situação de vulnerabilidade.

 

A polícia teve conhecimento do caso a partir da denúncia de um pai de uma bebê de 2 anos que estaria sendo abusada pelo suspeito.

 

De acordo com a Polícia Civil, a prisão em flagrante ocorreu no último sábado (31) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa do médico e no consultório ele trabalha.

 

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a polícia localizou e apreendeu diversos materiais relacionados a crimes de pedofilia.

 

A reportagem tenta contato com a defesa do médico e com a Câmara de Canarana.

 

Segundo o delegado Flávio Leonardo, responsável pelo caso, as investigações apontam que parte desse material teria sido produzido, armazenado, além de divulgado e compartilhado pelo suspeito.

 

“As investigações apontam que o suspeito estaria se relacionando com um adolescente e a submetendo a práticas de escravidão sexual. Há fortes indícios de que o suspeito utilizava essa adolescente como instrumento para abusar sexualmente de uma criança de apenas 2 anos de idade”, explica o delegado.

 

Após a prisão, a polícia conseguiu identificar e localizar outra vítima de 15 anos de idade. Segundo a polícia, o suspeito estaria se relacionando com a adolescente desde que ela tinha 12 anos anos de idade.

 

“Há indícios de que o suspeito aproveitava-se da sua função de médico para ter acesso e se aproximar das vítimas, principalmente em situação de vulnerabilidade”, destaca o Flávio Leonardo.

 

Todo o material pornográfico produzido pelo suspeito com as duas adolescentes, foi localizado em posse do investigado. As operações continuam com o objetivo de identificar outras supostas vítimas, bem como esclarecer a real extensão e gravidade dos crimes praticados.

 

 

 

 

Autor: Nathalia Okde | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Reprodução/Ilustrativa/depositphotos