Médico do Hospital Regional de Sorriso é acusado de fraturar clavícula bebê durante parto

Familiares denunciam negligências de médicos durante parto de bebê, no Hospital Regional de Sorriso. Eles deslocaram a clavícula do recém-nascido durante o parto. Revoltados com a situação os familiares registraram o fato em posts nas redes sociais e através da imprensa.
Um raio-X feito no recém-nascido mostrou que houve uma lesão no membro. Com os resultados em mãos, a família pede providências do hospital, alegando que houve negligência médica.
A mãe do bebê diz que percebeu que havia algo errado porque o filho não parava de chorar. "Me sinto péssima ao ver ele sem movimentar o braço. Não sei o que fazer, só quero que reparem o dano para não acontecer isso com outras famílias", contou.
Além da lesão no filho, a paciente que pediu para não ser identificada disse que foram feitos cortes durante o parto normal. Ela alega que a criança era muito grande para fazer um parto normal, mas que mesmo assim os médicos insistiram.
"É difícil explicar como uma mãe sente sabendo que seu filho foi machucado durante o parto. Você se sente impotente sobre o que fazer. É difícil saber que seu filho mexia dentro da barriga e, quando ele sai, infelizmente por um erro médico, acontece tudo isso. Nunca vou aceitar o que aconteceu", disse a mãe.
Marcella Nascimento que é prima da paciente, relatou que o bebê nasceu todo "roxinho" e a mãe ficou toda machuca. "Ela está transtornada com toda essa situação, enquanto família queremos é que os responsáveis sejam penalizados, e que nosso bebê, não seja só mais um", desabafou.
A prima disse que a família não teve nenhum apoio por parte do hospital. "O médico simplesmente deu alta para o nosso pequeno, sem nenhum tipo de imobilização, apenas fitas adesivas coladas ao corpo. Foi repugnante esta situação, porque eles não podem tratar o ser humano sem respeito, como estão acostumados a fazer", lamenta.
Outro lado
Em nota a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da diretoria do Hospital Regional de Sorriso, esclarece que a clavícula do recém-nascido precisou ser deslocada, propositalmente, a fim de evitar maiores complicações e resguardar a saúde da mãe e do bebê. Informa ainda que toda assistência médica foi dada oportunamente e seguindo os preceitos e técnicas da medicina legal, que não aconselha o engessamento do braço. Sendo assim, foi realizada a imobilização do braço do bebê corretamente e dado alta após avaliação médica.
Autor: Soraya Medeiros | Fonte: Redação/ Gazeta Digital | Foto: Reprodução
