Milho tem leve sopro de alta, mas insuficiente

A pesquisa diária do Cepea apontou nesta quarta-feira (24) um avanço de 0,04% nos preços médios pagos em Campinas (SP). “Mas nem refrescou. Ainda ficou longe das pretensões dos vendedores, de modo que o mercado continuou da ‘mão para a boca’ e com pressão baixista”, aponta o analista da T&F Consultoria Agroeconômica Luiz Fernando Pacheco.

 

De acordo com ele, no mercado interno os compradores estão razoavelmente abastecidos e, quando necessitam comprar, o fazem só na medida exata da sua necessidade de curto prazo, para não reduzir os estoques em mãos dos vendedores: “A oferta atende com folga a demanda, de modo que os preços não sobem”.

 

Com relação à exportação – o que seria uma forma de escoar o excedente do país –, para o analista de Inteligência de Mercado da Consultoria INTL FCStone, João Macedo, o mais provável é que os embarques fiquem entre 20 milhões e 23 milhões de toneladas. “A principal razão para o fraco ritmo dos embarques é a menor competitividade do produto brasileiro em relação ao americano. Com a menor safrinha, nossos preços se descolaram (das cotações nos EUA) e perdemos competitividade”, explicou o analista.

 

O levantamento da T&F Consultoria Agroeconômica aponta que os preços do milho brasileiro estão cerca de dois Dólares menores que os do milho americano: “Então ganhamos no preço FOB, mas perdemos no frete – que, dos EUA para os principais portos compradores fica em cerca de US$ 24/t e do Brasil sobe para US$ 34/t, dependendo do destino. Com isto, os importadores preferem o milho americano e as Tradings estabelecidas no Brasil fazem wash-out de posições para revendê-las no mercado interno”.

Autor: Leonardo Gottems | Fonte: Redação / Agro Link | Foto: Reprodução