Ministro da Educação anuncia recursos para municípios e critica gestão da UFMT

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteve em Cuiabá na tarde de ontem quinta-feira (05) para uma solenidade de anúncio de liberação de recursos para a capital do estado e para os municípios de Várzea Grande e Lucas do Rio Verde. Na presença dos prefeitos das respectivas cidades, do senador Jayme Campos (DEM), e do deputado federal Neri Geller (PP), entre outras autoridades, o ministro fez críticas ao método de ensino básico adotado no Brasil e à administração das universidades federais do país.
Weintraub anunciou verba para a construção de creches, compra de mobiliário e climatização de escolas no estado. Para Cuiabá, o Ministério da Educação (MEC) prometeu o repasse de R$ 5,4 milhões que devem ser investidos em escolas do ensino fundamental da capital, bem como R$ 2,2 milhões que devem ter o mesmo destino em Várzea Grande. Já para Lucas do Rio Verde foram anunciados R$ 5,8 milhões para construção de creches.
Na ocasião, Weintraub elogiou a atuação da bancada federal de Mato Grosso em Brasília, a quem atribuiu a conquista dos repasses: “nós estamos trazendo investimentos que a bancada defendeu como verdadeiros leões em Brasília, por serem bem articulados como base de apoio do governo federal. São investimentos para a educação fundamental e básica”, pontuou.
Durante o evento, o ministro reforçou o tom de crítica ao valores destinados às universidades federais em gestões anteriores. Em seu pronunciamento, Weintraub chegou a afirmar que as universidades “estão repletas de trigo, mas também há muito joio” e que o projeto ‘Futura-se’, que pretende aumentar a participação da iniciativa privada nas universidades públicas, busca conter gastos desnecessários.
Em relação à UFMT, que anunciou nesta quarta-feira (04) medidas de contenção de gastos devido à queda no orçamento repassado para a instituição, o ministro voltou a desaprovar a gestão da reitora Myriam Serra: “Quando eu conversei com a reitora, ela tinha uma dívida de um ano e meio de luz atrasada. O MEC liberou o recurso e a conta não foi paga (…). Não houve no Brasil todo nenhuma paralisação em universidade. Aqui foi o único lugar que ficou fechado por 6h por falta de luz. Especificamente, uma gestão ruim pode ter bilhões que vai terminar mal como foi aqui”, afirmou.
Com o novo corte anunciado pelo MEC no início da semana, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por financiar a maior parte de bolsas de pesquisas científicas do Brasil, teve seu orçamento diminuído em quase 50%.Com a medida, a UFMT estima que pelo menos 25% das bolsas de pós-doutorado, estágio que corresponde a pesquisas de ponta, serão perdidas pela instituição.
Autor: Safira Campos | Fonte: Redação / PNB Online | Foto: Reprodução
