Ministro da Infraestrutura apresenta a senadores estratégia de expansão da Fico e Ferrogrão

Em sua segunda participação na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, nesta terça-feira (25), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, apresentou aos parlamentares os planos da Pasta para a modernização e expansão do sistema ferroviário brasileiro. Entre os empreendimentos debatidos, estavam a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), além da renovação antecipada dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e a Vitória-Minas. A audiência foi uma continuação do encontro realizado em fevereiro deste ano, quando o ministro anunciou os projetos do Governo Federal para alavancar o setor de transportes no país.

 

“Temos hoje 28 mil quilômetros de ferrovias, de ritmo lento e baixos investimentos. Por isso, temos uma agenda de trabalho constante para modernizar e impulsionar o setor ferroviário, eliminando os entraves e aproveitando os trechos abandonados. As concessões da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, e a Ferrogrão, que conecta a região produtora de grãos do Centro-Oeste aos portos do Pará, no Arco Norte, são algumas das nossas prioridades”, ressaltou. De acordo com o ministro, os estudos para a concessão da Ferrogrão já estão em fase final. “Será uma revolução. Nossa estimativa é de, que em 2028, cerca de 120 milhões de toneladas de grãos sejam transportados por ela”, completou.

 

Freitas também falou sobre a prorrogação das concessões de malhas ferroviárias vantajosas para o país, como a da Malha Paulista, da Rumo, que trará investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões nos próximos 5 anos. Sobre a Transnordestina, o ministro informou que o ministério deu início a uma negociação com o concessionário, impondo a retomada imediata das obras. Ele garantiu que elas serão retomadas ainda neste ano.

 

O ministro lembrou ainda do resultado bem sucedido do leilão realizado em março da Ferrovia Norte-Sul (FNS), arrematada pela empresa Rumo pelo valor de R$ 2,7 bilhões, que representou um ágio de 100% sobre o lance mínimo do leilão. A expectativa é de que a partir da assinatura do contrato, previsto para agosto, tenha início imediato a operação de Itaqui/MA até o Porto de Santos/SP, atendendo, não apenas o transporte de commodities, como a carga geral.

 

 

 

 

Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação