Ministro vai ao Senado na 4ª e deve falar sobre dívida da obra da BR-163

O senador Wellington Fagundes (PR), em pronunciamento na tribuna do Senado, relata que inúmeras obras públicas em Mato Grosso, contratadas por meio de recursos federais, estão paralisadas por falta de pagamento. Além de prejuízos materiais, segundo o republicano, este cenário de indefinição causa problema social e econômico nos municípios.  O principal fator pela falta de repasse é em decorrência de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter feito sanções à Lei Orçamentária deste ano.

 

A BR-163 no trecho sob responsabilidade do Dnit, entre Rondonópolis e Cuiabá, é um exemplo. “Recebi a ligação de um prefeito dizendo que até cesta básica está tendo de fornecer. Os funcionários que foram demitidos têm a expectativa de voltar, mas com o desemprego, acabam tendo problema para sustentar a família. Então, passa a ser também um problema social”, alerta.

 

O senador comenta ainda que toda obra paralisada traz prejuízos, e, deixá-las inconclusas, pode inviabilizar sua continuidade. Refazer essas obras, segundo ele, muitas vezes acaba custando mais caro. Wellington enfatiza que há casos de desmantelamento das empresas menores que dependem desses recursos. Nesse sentido, o republicano pediu sensibilidade por parte da equipe econômica para estimular a manutenção dos postos de trabalho. 

 

 

Diante dos problemas, o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, deverá comparecer à Comissão de Infraestrutura do Senado, na quarta (29). A expectativa, segundo o republicano, é de que o ministro apresente soluções principalmente para essas obras contratadas, especificamente da BR-163. “Daqui a pouco, vai chegar o momento em que, contratualmente, a concessionária já vai poder e querer cobrar o pedágio e a população não vai aceitar”, prevê. 

 

Para Wellington, que é da base de Dilma e foi o coordenador da campanha petista no Estado na disputa no segundo turno, o governo federal deve gastar os recursos com sabedoria e, principalmente, direcionando o foco para obras já iniciadas.  “Tenho conversado muito com os prefeitos, que têm nos procurado. Neste momento, não adianta buscarmos novas obras. Temos que buscar concluir as obras em andamento. Isso é economicamente muito mais viável para o País”, enfatiza. 

 

Greve dos caminhoneiros

 

Wellington Fagundes também comentou acerca da greve dos caminhoneiros. Em sua avaliação, o problema é em parte causado pelo estímulo que o governo federal deu à indústria automobilística nos últimos anos. Com isso, houve uma compra desordenada de caminhões e agora, com o excesso de oferta de fretes, não há volume de carga suficiente para suprir a demanda. Isso leva à inadimplência dos financiamentos, o que também é grave. “A concorrência é predadora, o que causa dificuldade para quem comprou os caminhões”, alerta.  

 

O senador também pediu que a equipe econômica promovesse o diálogo com a categoria, para que a população não seja prejudicada e não ocorra desabastecimento ou paralisação da indústria. 

Autor: Tarso Nunes | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação | Cidade: Mato Grosso