Moradores de cidade de MT criam projeto de lei que iguala salário de vereador ao de professor

Um grupo de moradores do município de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, protocolou nesta quinta-feira (20) um projeto de lei que iguala o salário dos vereadores ao dos professores da rede municipal para as próximas legislaturas. O projeto, que tem quatro páginas, foi escrito pelo movimento “Juntos por Campo Verde”, formador por moradores do município e assinado pelo vereador Paulo César de Aguiar.

 

A redação de jornalismo, procurou o presidente do Legislativo Municipal, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.



Caso seja aprovado, o projeto iguala o salário dos vereadores, que hoje recebem R$ 5,8 mil e verba indenizatória, ao dos professores da rede municipal, que ganham R$ 2,1 mil. O projeto deve ser apresentado na Câmara nas próximas sessões.



Como justificava, os moradores alegaram que o projeto visa a redução salarial dos vereadores para que os representantes não caiam na “busca de dinheiro fácil e sim, que os cargos sejam ocupados por cidadãos que desejam realmente contribuir com a melhoria e a mudança da sociedade”.



Para os moradores, o salário pago aos vereadores é alto e não condiz com o trabalho que eles fazem. “Os vereadores só vão uma vez na semana e não fazem nada para o povo”, afirmou a advogada Doralice Silva Pereira.

 

De acordo com o projeto, a economia com a redução salarial poderá ser investida em políticas públicas efetivas à sociedade, “como pavimentação nas ruas, melhorias na saúde, construção de casas populares, educação e outros”, diz trecho da justificativa do projeto.



O vereador Paulo César de Aguiar, diz que não faz parte do movimento, mas abraçou a causa. "É possível exercer um mandato recebendo menos", afirmou. O parlamentar se candidatou à reeleição, mas não venceu. Atualmente, 13 parlamentares exercem mandato.

 

O movimento começou a se organizar após uma fala do presidente da Câmara em uma sessão ordinária. O grupo chegou a protestar nas ruas da cidade pedindo a redução salarial dos parlamentares.



Além de equipar os salários, o projeto veda qualquer acréscimo ou bonificação ao presidente da Câmara, que diferencie o salário dele dos outros vereadores. O projeto também determina que qualquer proposição de aumento salaria dos parlamentares seja feita em audiência pública com a presença de um conselho municipal.

                   

Editorial ubiratã24horas.com.br

Mobilização Popular –  Em Nova Ubiratã a retirada de um projeto da pauta de votação, da última Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, também gerou revolta entre os moradores.

 

O projeto, de autoria do Poder Executivo, prevê a abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$ 6,6 milhões de reais por excesso de arrecadação.

 

De acordo com a prefeitura o valor seria utilizado no pagamento de despesas da máquina pública, incluindo o salário dos servidores públicos que correm o risco de não receber na data prevista.

 

Diante do impasse político, entre prefeitura e câmara, os moradores estão se mobilizando para cobrar a aprovação do projeto de lei, prevista para a próxima Sessão Ordinária, em 28 (sexta-feira) deste mês.


Repasse aos vereadores

Diferente dos demais servidores públicos, os vereadores de Nova Ubiratã já garantiram seus salários, pois segundo o Poder Executivo mesmo enfrentando dificuldades financeiras, reflexo da crise nacional e da queda de arrecadação, a prefeitura efetuou na manhã de hoje (20) o repasse de mais de R$ 183 mil reais a Câmara de Vereadores, que dentre outros compromissos, deve utilizar o dinheiro para o pagamento, em dia, dos 09 parlamentares.

 

 

 

Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Reprodução