MP pede afastamento de secretário e a anulação de licitações

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) emitiu duas recomendações, esta semana, direcionadas à Prefeitura de Cuiabá relacionadas à Empresa Cuiabana de Saúde Pública, a Sociedade Mato-grossense de Assistência em Medicina Interna (Proclin) e à Qualycare, assim como também ao atual secretário municipal de Saúde Huark Douglas Correia.
As firmas e o secretário são investigados na Operação Sangria, deflagrada nesta terça pela Delegacia Fazendária (Defaz) e foram alvos de 11 mandados de busca e apreensão. Pela manhã, agentes e peritos recolheram documentos em computadores e papéis comprobatórios de esquema na saúde. A Defaz pediu a prisão de Huark, mas isso foi negado pelo Judiciário.
Recomendações
O MPF recomenda ao prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro que afaste o atual secretário Huark do cargo e adote providências administrativas e judiciais para restituir aos cofres públicos o total dos os valores indevidos pagos à empresa Proclin.
A Proclin e a Qualycar são unidas pela holding Prox Participações, também citada nas investigações. O secretário é sócio da Prox por procuração e, na condição de gestor público, recebia recursos e repassava ao grupo com atuação no Hospital São Benedito, administrado pela Empresa Cuiabana de Saúde.
O MPF ecomenda também que a prefeitura anule licitações (Concorrências Públicas n.º 04/2015 e n.º 02/2015) e contratos delas resultantes (Contratos n.º 04/2016 e n.º 014/2016) com a Proclin.
Na manhã desta terça, residências e consultórios médicos foram visados, assim como o escritório da Proclin, que funciona no Edifício Santa Rosa Tower. Peritos chegaram ao local para fazer back up nos computadores.
Autor: Keka Werneck | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução
