MPE convoca reunião para discutir atos de vandalismo cometidos por estudantes de Nova Ubiratã

Carteiras e mesas danificadas, paredes rabiscadas, ônibus depredados, ameaças e até agressões físicas; essa é a realidade enfrentada por professores e demais profissionais de ensino de Nova Ubiratã.
Os dados, referentes a um levantamento da Secretaria Municipal de Educação, foram repassados ao Ministério Público do Estado (MPE) que convocou, no último dia 19 (segunda-feira), uma reunião extraordinária para tratar do tema.
Encabeçado pela Promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vieira, o encontro, realizado na Câmara Municipal de Vereadores, reuniu mais de 200 participantes entre policiais militares, conselheiras tutelares, pais, coordenadores e diretores das instituições de ensino.
Na oportunidade, a agente signatária do MPE sanou as principais dúvidas referentes aos direitos e deveres das crianças e adolescentes.
“É preciso deixar claro que os menores de idade também estão sujeitos aos rigores da lei. Precisamos diferenciar os atos infracionais e de desobediência de delitos. Se a criança e/ou o adolescente danificar um patrimônio público os senhores pais serão obrigados a arcarem com os prejuízos, seja por livre e espontânea vontade ou por decisão judicial”, ponderou.
“Eu visitei todas as escolas de Nova Ubiratã e me surpreendi positivamente com a forma que essas instituições vêm sendo mantidas. Percebi também que é muito caro manter essas escolas e não seria justo e nem displicente da minha parte permitir que os filhos de vocês danifiquem esses patrimônios. O pai e a mãe não podem terceirizar a educação de seu filho, na verdade a educação tem que vir de casa”, complementou a promotora.
Fernanda Pawelec também defendeu uma participação mais efetiva por parte dos pais dos estudantes, em especial os que residem em comunidades rurais.
“Hoje a gestão escolar é democrática, tanto é que os recursos direcionados a instituição de ensino são geridos mediante a aprovação de um conselho escolar. Então sendo uma escola democrática o pai tem que estar dentro da escola, é uma obrigação dele acompanhar a educação do filho. O pai não pode ficar sentado esperando que o Estado providencie tudo pro seu filho, isso não vai acontecer o Estado não vai atender a vontade de cada pai. Sabendo dessa impossibilidade é importante que os vocês vão até as escolas e ofereçam ajuda, seja uma aula de violão ou alguma outra coisa que saibam fazer, claro isso de forma voluntária e gratuita”, reforça.
Diretor da Escola Municipal Tancredo Neves, há oito anos, Leandro Alves está acostumado a lidar com incidentes envolvendo estudantes. Para ele mais importante que a punição dos alunos é a conscientização dos pais.
“A faixa etária dos nossos alunos varia de 6 a 14 anos e nessa idade são comuns as brincadeiras infantis. Nesse período é muito importante a participação dos pais, professores e diretores a fim de evitar punições que prejudiquem essas crianças futuramente”, opinou Leandro Alves.
Para a secretária de Educação de Nova Ubiratã, Lenir de Fátima Alves Ferreira Vronski, a expectativa é de que com a intervenção do Ministério Público os incidentes envolvendo estudantes do município diminuam.
“A situação chegou a tal ponto de termos que substituir ônibus danificados pelos próprios alunos e apesar da gravidade do incidente os pais desses estudantes sequer deram satisfações. Muito pelo contrário, alguns deles utilizaram suas páginas sociais na internet e até a rádio local para responsabilizar a secretaria pelo ocorrido. Diante disso optamos em acionar a drª Fernanda Pawelec que de imediato tomou as providências cabíveis”, explica a gestora municipal.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação
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