MST invade Secretaria de Educação e Intermat e agride servidores públicos

Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) invadiram na manhã desta quinta-feira (28) o prédio da Secretaria Estadual de Educação e do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso). De acordo com funcionários da Seduc, eles quebraram vidros e até agrediram alguns servidores públicos.

 

A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos. Após muita conversa tensa, os trabalhadores se acalmaram, mas ainda permanecem na recepção da Secretaria. No Intermat, o clima também é de tensão. No entanto, não há registro de violência física.

 

Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Oscar Bezerra (PSB) disse que foi informado que os membros do MST estavam visivelmente embriagados e armados no interior da Secretaria de Educação. "Estão bêbados, com foice e facão na mão, gerando clima de terror com os nossos servidores", assinalou.

 

Oscar afirmou que a segurança do parlamento, inclusive, foi orientada a não permitir a entrada do grupo no interior da Assembleia. "Não sou da Mesa Diretora, mas tomei a liberdade de fazer essa orientação. Pode ter certeza, que se aqui eles vierem, vai ter enfrentamento", enfatizou.

 

Desde o início da semana, o MST tem realizando atos em Mato Grosso. Na última segunda-feira (25), o grupo de cerca de 100 manifestantes percorreu a BR-364 até a avenida Fernando Correa da Costa.

 

No dia seguinte, seguiram com a caminhada até a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), provocando um caos no trânsito da capital. Eles permaneceram acampados no local até a manhã desta quinta, quando resolveram "invadir" secretaria de Estado.

 

De acordo com os manifestantes, os protestos fazem parte da “Semana do Trabalhador” e também de defesa da presidente Dilma Roussef (PT), que sofre processo de impeachment no Senado. O movimento também relembra 10 ano do “massacre” de Eldorado dos Carajás, onde vários trabalhadores Sem Terra foram mortos em confronto com policiais.

 

Autor: Carlos Dorileo | Fonte: Redação/ Folha Max | Foto: Reprodução