MT está distante de cumprir compromisso internacional contra o desmatamento

Um relatório divulgado ontem quinta-feira (06) pelo Instituto Centro de Vida (ICV), organização ambiental sem fins lucrativos, apontou que Mato Grosso está distante de cumprir o compromisso internacional assumido durante a Conferência do Clima em Paris, em 2015. O estado continua desmatando o Cerrado e entre agosto de 2018 e julho de 2019, foi o terceiro que mais destruiu o bioma.
Durante esse período, Mato Grosso destruiu 930,6 km² do Cerrado, sendo responsável por 14% de todo o desmatamento detectado. O número o coloca longe da meta estabelecida em 2015 de não ultrapassar 150 km²/ano de abertura de novas áreas até 2030.
O estudo detalhado apresentado pela organização mostra que a maior parte desmatada, 590 km², pertenece aconteceu dentro de propriedades inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), seguido das áreas não cadastradas (243 km²). Os projetos de assentamentos (PA) da reforma agrária concentraram 9% do total desmatado. As áreas protegidas, por sua vez, responderam por apenas 1% das áreas desmatadas.
Quando considerados apenas os desmates ilegais, a análise revela que estes se concentraram em grandes imóveis, com mais de 1.500 hectares (64%). Em relação ao tamanho do desmatamento identificado nos imóveis privados, 72% do total desmatado são polígonos superiores a 50 hectares.
O relatório mostra ainda que 61% dos desmates não autorizados se concentraram em 883 imóveis, o que equivale a apenas 3% do total de propriedades rurais existentes no Cerrado mato-grossense.
O levantamento aponta também os municípios onde mais houve destruição. No topo da lista, está Colalinho, seguido de Rosário do Oeste e Ribeirão Cascalheira. Ainda aparecem no ranking Paranatinga, São Félix do Araguaia, Campos de Júlio, Nova Nazaré, Nova Mutum, Poconé e Juína.
Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Reprodução
