MT reduz 41% do desmatamento, mas continua sendo 2º em área devastada

O Boletim do Desmatamento da Amazônia Legal, divulgados pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), identificou uma queda de 41% nos alertas de desmatamento em dezembro de 2019, em relação ao mesmo período do ano anterior. Em números absolutos, foram desmatados 50 km² no mês passado contra 85km² em 2018. No mês passado, Mato Grosso continuou sendo o segundo Estado com maior desmatamento da Amazônia.
Os dados foram divulgados na terça (28). Em dezembro, o desmatamento apresentou uma redução de 8% em toda a Amazônia. No último mês de 2019, foi registrada uma área total de 227 km² de floresta devastada. O desmatamento ocorreu no Pará (47%), Mato Grosso (22%), Rondônia (13%), Amazonas (9%), Roraima (5%), Acre (2%), Amapá (1%) e Tocantins (1%).
Apesar da redução em dezembro, os índices de desmatamento na Amazônia cresceram em todo o ano de 2019, em comparação com o ano anterior. Os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon mostram que a área total de floresta derrubada saltou de 5.334 km², em 2018, para 6.200 km², em 2019, o que significa um aumento de 16%. O mês de julho foi o que mais registrou perdas de áreas de floresta em 2019. Foram 1.287 km² desmatados.
De acordo com o secretário adjunto executivo da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), Alex Marega, a pasta lançou diversas ações estratégicas para conter o avanço do desmatamento. Com o apoio da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, adquirida com recursos do Programa Rem-MT, o Estado passou a monitorar diariamente com resolução espacial de três metros tornando a identificação dos danos ambientais mais célere e eficiente.
A partir do monitoramento diário, a Sema age para cessar o progresso do dano por meio de notificações remotas (ligação telefônica), autuação remota e envio de equipes a campo para deter o desmatamento por meio de sanções administrativas por meio multas, embargos e apreensão de bens e equipamentos. Utilizando a tecnologia de satélites Planet, a plataforma detecta desmatamentos a partir de um hectare.
“Para 2020, estamos preparando a maior ação de combate ao desmatamento já vista em Mato Grosso. Estamos nos reunindo com as forças de segurança do estado e órgãos ambientais federais para definição das ações durante o período da seca, que costuma ser o mais crítico para a floresta”, projeta Marega.
Na avaliação da Sema, diante da pressão exercida em todo bioma amazônico ao longo de 2019, as ações implementadas pelo Governo surtiram efeitos para manter o desmatamento sob controle evitando que Mato Grosso atingisse os mesmos índices de desflorestamento visto nos outros Estados da Amazônia Legal.
Áreas protegidas
O Imazon também avaliou a ameaça e a pressão exercida sobre as áreas protegidas (AP) no bioma amazônico. O Estudo monitorou, entre agosto e outubro de 2019, o avanço do desmatamento em unidades de conservação e terras indígenas, classificando ameaça risco iminente de ocorrer desmatamento no interior de uma AP e pressão quando o desmatamento se manifesta no interior da área. Mato Grosso não possui áreas protegidas no ranking geral das áreas sob ameaça e pressão.
Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Reprodução
