Multas de trânsito ficarão até 66,12% mais caras á partir do mês de novembro

As multas de trânsito vão ficar entre 53,2% e 66,12% mais caras. O aumento, aprovado pelo Congresso Nacional, entra em vigor a partir de novembro. Com a mudança, a infração mais barata passa de R$ 53,20 para R$ 88,38. E a mais cara, de R$ 191,54 para R$ 293,47.

 

A mudança está em uma lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União.

 

Em Mato Grosso o ranking de infrações é liderado por velocidade superior à máxima permitida em até 20%. No ano passado 219.854 pessoas foram multadas em todo o Estado. Essa multa é considerada média, onde o motorista perde 4 pontos na carteira e o valor é de R$ 127,79. A partir de novembro o valor dessa multa passa para R$ 518 reais.

 

Em segundo lugar com 77.286 ficou a infração de transitar em velocidade superior à máxima permitida entre 20% e 50%. Ela é considerada grave, e o motorista perde 5 pontos, o valor é de R$ 127,69. Em novembro passa para R$ 518,99.

 

Em 3º lugar ficou a infração por deixar de usar o cinto de segurança, no ano passado 60.113 pessoas foram multadas, no valor de R$ 127,69 e perderam 5 ponto na carteira. Esse ano o valor triplicou e vai custar R$ 518,99 a partir de novembro.

 

Além da atualização das multas, o texto altera limites de velocidade em rodovias e estradas e inclui no Código Brasileiro de Trânsito (CTB) a infração pelo uso de celular, considerada agora conduta gravíssima.
Outro ponto que teve alteração é que também haverá uma multa específica para o condutor que se recusar a fazer o teste do bafômetro ou exame clínico para atestar embriaguez. A multa, nesses casos, será de R$ 1.915,40 e, em caso de reincidência no período de 12 meses, a penalidade será aplicada em dobro.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá, Adailton Leite Bispo esse aumento é inadmissível no bolso do cidadão e dos taxistas, porque muitas vezes as pessoas são multadas sem o agente de trânsito verificar realmente se estão corretos ou não. "Por exemplo, muitos taxistas usam o cinto na cor fumê, os agentes olham e não veem o cinto, devido a cor, já multa o profissional de volante".

 

Adailton informa que os governantes deveriam tomar medidas em relação as multas sim, mas não aumentando quase em 100% o valor da infração. "Muitas vezes somos autuados, porque devido passar de 8 a 10 horas atrás de um volante não é fácil. Mas, o agente de trânsito não vê o cansaço que o motorista tem o dia todo".

 

O presidente conta que um colega de profissão está com uma dívida de R$ 4,6 mil em relação a multas no trânsito. "Ele entrou com recurso na Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari), para ver se consegue diminuir essa dívida. Trabalhamos o dia todo e não têm como pagar todo esse valor. Ainda mais agora com todos esses radares em Cuiabá, sabemos que muitas multas chegam indevidamente a nossa casa".

 

A aposentada Marta da Silva, 62, disse que recebeu uma multa no valor de R$ 560 por trafegar na contra mão. "O carro é do meu marido, ele morreu há 2 anos e o carro está na garagem, porque como ele foi batido não tenho condições de mandar arrumar. Em março chegou essa multa, já fui na Jari dar entrada no recurso e o primeiro foi indeferido. Só que agora contratei um advogado, porque não vou pagar por uma coisa que não devo".

 

A lei sancionada determina que os veículos licenciados no exterior não poderão sair do território nacional sem o prévio pagamento das infrações de trânsito cometidas e o ressarcimento de danos que tiverem causado ao patrimônio público ou de particulares, independentemente da fase do processo administrativo ou judicial envolvendo a questão.

Autor: Soraya Medeiros | Fonte: Redação / Gazeta Digital | Foto: Reprodução / Ilustrativa