Neri Geller reassume Ministério nesta quarta, mas não sabe se fica após ‘reforma’

Diante da reforma administrativa nos Ministérios,  já anunciada pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), o ministro da Agricultura Neri Geller (PMDB), que após a campanha eleitoral em Mato Grosso, volta ao exercício de suas funções em Brasília, nesta quarta-feira (29), declarou em entrevista  que está tranquilo, mas que não há nada definido quanto à sua permanência no cargo.

 

“Quem vai decidir isso vai ser a presidenta Dilma. Vai ter um alinhamento das forças que elegeram ela e eu estou  muito tranquilo”, frisou.

 

Apesar da saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega, já ter sido confirmada pela presidente Dilma, Geller diz se sentir seguro quanto aos apoios recebidos e o  serviço prestado.

 

“Estou bem posicionado, me sinto prestigiado. A presidenta me ligou na segunda-feira, e o trabalho que nós fizemos, modéstia a parte, foi muito profícuo no sentido de ajudar a produção nacional e eu tenho o respeito da presidenta, tenho o respeito do Michel Temer (vice-presidente), das lideranças que são fortes no agronegócio, no Congresso Nacional e tenho o apoio tenho do setor”, ressaltou.

 

“Tenho a expectativa, sim. Acho que posso ficar lá, mas isso quem vai dizer vai ser a presidenta”.

 

Mesmo com os apoios citados, Geller destaca que em nenhum momento disse que continuaria no cargo de ministro, mas afirma que há grandes possibilidades.

 

“Se eu tiver que ficar até o final do ano e vir embora eu estou tranquilo. Agora, tenho a expectativa sim. Acho que posso ficar lá, mas isso quem vai dizer vai ser a presidenta e lá na frente. Não vai ser agora. Eu vou agora volta e reassumir o Ministério e vou focar a gestão do ministério como sempre fiz”, argumentou.

 

Em seu primeiro dia de volta ao Ministério da Agricultura, após as “férias” em que se dedicou à campanha de Dilma em Mato Grosso, Geller terá uma extensa agenda, que inclui compromissos com membros da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja). 

 

Apesar do empenho do ministro, a votação de Dilma, em Mato Grosso, foi inferior a de Aécio Neves (PSDB) tanto no primeiro quanto no segundo turno, quando o tucano alcançou uma margem maior da aprovação dos eleitores, obtendo mais de 852 mil votos, contra cerca de 707 mil votos da presidente.

Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução