“O governo arrumou a casa, mas precisa direcionar melhor os investimentos”, avalia candidato a deputado

O ex-prefeito de Nova Ubiratã e candidato a deputado estadual, Valdenir José dos Santos (MDB), reiterou a necessidade de mudança no sistema de direcionamento de recursos para investimentos em infraestrutura e regularização fundiária.
A avaliação foi feita nesta terça-feira (16), em Sorriso, durante entrevista concedida ao Matraka PodCast. Apresentado pelo influenciador João de Oliveira (João Digalah), o programa se tornou uma referência no médio-norte de Mato Grosso pela forma com que aborda temas relevantes; entre eles o atual cenário político do estado e do restante do país.
Para Valdenir Santos, o governador Mauro Mendes (UB) conseguiu estancar a crise financeira deixada por seu antecessor [Pedro Taques], no entanto, falha ao não desenvolver ações que visem o fortalecimento dos setores primários da economia.
“Quando estive a frente da secretaria de Agricultura de Nova Ubiratã fizemos o que, até então, parecia ser impossível que era transformar áreas improdutivas em negócios familiares rentáveis”, disse ao relembrar a expansão dos assentamentos rurais do município, em 2006.
Ainda de acordo com ele, o engajamento de pequenos e médios produtores rurais da região tomou “proporções inimagináveis” o estimularam a pleitear o mandato de prefeito em Nova Ubiratã.
Em 2012, o ex-secretário municipal de Agricultura foi eleito em uma votação histórica ao conquistar 63,32% dos votos válidos. Valdenir Santos permaneceu na gestão do município até dezembro de 2020.
“Assumi um município em situação crítica. Pra você ter uma ideia, a prefeitura funcionava numa casa improvisada, um local insalubre que não oferecia quaisquer condições de trabalho aos servidores e nem o mínimo de comodidade aos munícipes (…). Assim que assumi fizemos a mudança da sede do executivo e anos depois entregamos um prédio moderno construído com recursos próprios. Foi nessa época também que implementamos o maior programa de regularização fundiária do Brasil. Um projeto pioneiro que contemplou mais de 750 famílias e que serviu de espelho para o programa Titula Brasil do governo federal”, assinala.
Como reflexo dos investimentos, os pequenos produtores rurais tiveram acesso a linhas de créditos em instituições financeiras. Com dinheiro em mãos, a maioria deles investiu em especialização, contratação de mão de obra, modernização do sistema operacional, além da aquisição de máquinas e implementos agrícolas o que possibilitou a expansão da produção. Juntas, essas medidas contribuíram com o impulsionamento da economia local, tornando o município no 2º maior produtor de grãos do estado e no 5º maior produtor do Brasil.
Exemplo disso, é o aumento na arrecadação de tributos do município. Em 2012, Nova Ubiratã arrecada cerca de R$ 28 milhões já em 2022 os números registrados superam a ordem de R$ 110 milhões ao ano.
“Não existe fórmula mágica. Se conseguimos alcançar esses resultados positivos foi através da conciliação de estudos de campo e direcionamento de investimentos. É isso que quero levar para o restante do estado como deputado. Com meu conhecimento técnico e a experiência na gestão público tenho plena convicção que irei contribuir com as melhorias que Mato Grosso tanto necessita”, frisa.
Em outro momento da entrevista, Valdenir ressaltou a importância de o município de Sorriso ser incluído no programa de expansão ferroviária. Ele também criticou a inércia da classe política em apresentar uma solução definitiva para a retomada das obras de duplicação e manutenção da BR-163, uma das mais importantes rotas de escoamento de grãos do país.
“Vejo muitos políticos fazendo vídeos reclamando da situação caótica da rodovia. Entretanto, no campo prático não vi nenhuma proposta concreta. A BR-163 é uma rodovia federal, sendo assim compete à União retribuir tudo o que Mato Grosso tem feito pelo país”, afirma.
“O compromisso de um deputado deve ser com o seu povo, com as pessoas que confiaram em suas propostas e não com grupos políticos. Terei uma postura independente na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso [ALMT] por entender exatamente que o agente político é eleito para atender aos anseios do povo e não para ‘puxar o saco’ do chefe do Poder Executivo”, asseverou Valdenir.
Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Divulgação
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