OAB participará da manifestação pró-impeachment

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se mobiliza nesta semana para convocar universitários e operadores do Direito a participarem das manifestações populares marcadas para domingo (13).
Embora o MBL (Movimento Brasil Livre) tenha convocado populares para participar em defesa do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), o lema da OAB para ir às ruas é para se manifestar contra a corrupção e os abusos da carga tributária cobrada no Brasil.
“A OAB não se posiciona em relação a partido A ou B. Nossa manifestação tem como foco o combate à corrupção e à carga tributária que não pode aumentar como resposta à crise econômica diante dos abusos de cobranças feitos pelos entes federados”, afirma o presidente da OAB, advogado Leonardo Capataz.
Pela programação, a diretoria da OAB esteve nesta segunda-feira (7), às 19h, na sede da Universidade de Cuiabá, campus Beira-Rio. No mesmo local, será feita uma convocação na terça-feira (8), às 7h, e no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), às 19h.
Na quinta-feira (10) está programada uma concentração no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 23ª Região, localizado na Avenida do CPA, às 13h no Fórum de Cuiabá, e às 18h na Praça do Choppão. Na sexta-feira (11), às 17h30, será a vez de realizar uma concentração na Praça Ipiranga.
Após a condução coercitiva autorizada pelo juiz federal do Paraná, Sérgio Moro, o que conduziu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar depoimento na sede da Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, na sexta-feira (4), o Partido dos Trabalhadores (PT) classificou a medida como arbitrária e tem convocado a militância para ir às ruas contra o que consideram a ameaça de um “golpe político”.
Questionado se não teme que agressões físicas venham a ocorrer envolvendo defensores e críticos do governo federal, o presidente da OAB, Leonardo Capataz, afirma que a entidade está focada em um movimento pacífico.
“Nós estamos indo às ruas em um evento pacifico e ordeiro. A OAB não falará de partido A ou B. Se o movimento do PT nos convocar para nos manifestar contra a corrupção e a carga tributária, nós iremos até eles. A OAB acredita nos órgãos de controle como Polícia Militar, Polícia Civil e até o Exército, se for necessário, para garantir a ordem social”, disse.
A OAB nacional já se posicionou favoravelmente à saída do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) da presidência da Câmara dos Deputados por conta da suspeita de manter contas bancárias secretas na Suíça que abrigariam dinheiro desviado do esquema de corrupção da Petrobrás. O STF (Supremo Tribunal Federal) já acolheu denúncia criminal formulada pela Procuradoria Geral da República e agora o peemedebista é oficialmente réu pelo crime de corrupção passiva.
Autor: Rafael Costa | Fonte: Redação/ Diário de Cuiabá | Foto: Divulgação | Cidade: Mato Grosso
