Operação Lava Jato volta a prender empresário Eike Batista

A Polícia Federal prendeu novamente, na manhã desta quinta-feira (8), o empresário Eike Batista. É a segunda vez que o dono da EBX vai para a cadeia.

 

A operação foi motivada a partir do desenrolar das investigações das operações Calicute, Eficiência e Hashtag, além das delações de seis pessoas, entre elas, do empresário Eduardo Plass, homologadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

 

Em seu depoimento, o colaborador Plass assinalou que os sócios do banco TAG BANK constituíram a empresa The Adviser Investments (TAI) para gerir os recursos deles no exterior: "contudo, posteriormente passaram utilizar a TAI para operações financeiras ilícitas", explicou Plass na delação.

 

Assim, segundo Plass, Eike e seu sócio, Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, diretor de investimentos da EBX, recebiam informações privilegiadas e investiam no mercado financeiro sem que seus nomes aparecessem.

 

Dessa forma, os ganhos eram revertidos em propinas para o governador Sérgio Cabral. Os investigadores calculam US$ 16,5 milhões em propina para que o então governador favorecesse os "interesses privados das empresas do Grupo X no Estado do Rio de Janeiro".

 

Eike estava em casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde há cerca de dois anos e meio cumpria prisão domiciliar.

 

A defesa de Eike Batista informou, em nota, que apresentará recurso.

 

Batizada de Segredo de Midas, a operação, um desdobramento da Lava Jato, busca provas de manipulação do mercado de ações e de lavagem de dinheiro.

 

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ, expediu para esta fase da Lava Jato dois mandados de prisão:

 

1 -Eike Furkhen Batista, já cumprido
2 – Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, diretor de investimentos do grupo EBX. Ele está no exterior.

Há ainda mais quatro mandados de busca e apreensão.

Fonte: Redação/ G1 MT | Foto: Reprodução